O jogador Moisés deu entrada, no último dia 4, de ação trabalhista no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) com o objetivo de rescindir contrato com o Paissandu. A reclamação trabalhista, com pedido de concessão liminar para entrega de atestado liberatório, leva as assinaturas dos advogados Daniel Sena de Sousa e Bruno Yoheiji Kono Ramos. Do documento consta que o primeiro contrato entre o jogador e o clube foi cumprido de 26 de fevereiro de 2007 a 6 de agosto de 2007, quando Moisés foi jogar fora do Pará. O reinício do vínculo está valendo de 10 de novembro de 2008 a 30 de novembro de 2010.
A diretoria do Paissandu havia anunciado que o contrato de Moisés foi estendido até o final de 2014, com multa rescisória de R$ 2,5 milhões de reais. O documento diz, ainda, que Moisés tomou conhecimento, através de conta vinculada ao Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS), que jamais o valor do mesmo foi depositado, assim como o recolhimento previdenciário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Trecho do documento diz que “apenas esses fatos são motivos bastantes para o deferimento da tutela antecipatória pretendida, determinando a entrega de atestado liberatório do atleta reclamante (…) Não fosse suficiente isso, deve se levar em consideração outros elementos que compõem o contexto nada favorável ao atleta. O clube reclamado, como é de conhecimento público e notório, tem problemas estruturais, administrativos e financeiros, herança de décadas de um modelo de gestão amadora, quase artesanal”.
A ação foi movida em função do interesse em Moisés manifestado por outras equipes. O Santos queria o artilheiro por empréstimo até o final do ano, por R$ 100 mil, valor que a diretoria do Paissandu não aceitou, indo diretamente contra a vontade do jogador. Em entrevistas, Moisés manifestou o desejo de jogar pelo Peixe. Para completar, a ação exige uma indenização superior a R$ 2 milhões no caso de rompimento do vínculo com o clube.
Após o empate em 1 a 1 com o Fortaleza, na tarde deste sábado (7), o presidente do clube, Luis Omar Pinheiro, disse saber do teor da ação, mas afirmou estar “tranquilo”, pois as acusações não teriam fundamento. “Esse é só mais um exemplo de empresários que querem tirar jogadores do Pará, com fizeram com o Paulo Henrique Ganso. O Moisés disse que não assinou nenhum documento, mas vou conversar melhor com ele. Vou explicar que uma oferta de R$ 100 mil não é boa para ele e nem para o Paissandu. Se ele vai para o Santos (SP) e ‘pisa na bola’, a carreira dele pode acabar”, disse. (Com informações de Gustavo Pêna/Diário Online)
Deixe uma resposta