
POR GERSON NOGUEIRA
A maior dúvida sobre a escalação do Remo para o jogo com a Chapecoense, neste domingo (17), na Arena Condá, é a estrutura do meio-campo, ponto alto da equipe nas últimas rodadas da Série A. A necessidade de vitória pode provocar uma mudança no setor, a fim de tornar o time mais ofensivo. Vítor Bueno, que está voltando após um período lesionado, pode aparecer no lugar que foi ocupado por Zé Ricardo, suspenso.
Léo Condé pode também optar por Leonel Picco, que tem característica de marcação e é especialista em desarmes. Picco entrou na etapa final contra o Bahia, no meio da semana, atuando bem e marcando o gol da vitória. Vítor Bueno também reapareceu nos minutos finais, mas teve atuação discreta.
Além do apoio às ações de retomada e contra-ataque, a segurança proporcionada pela forte barreira de marcação no meio tem beneficiado diretamente o setor defensivo, que nas últimas três partidas (Botafogo, Palmeiras e Bahia) sofreu três gols e entregou boas performances.
O entrosamento da dupla central, Marllon e Tchamba, complementa o esforço coletivo para tornar o Remo menos vulnerável. O mandamento de que todo time começa por uma grande zaga é levado ao pé da letra por Condé, cujas primeiras entrevistas revelaram a preocupação em organizar o setor de defesa, principalmente para as partidas fora de casa, quando a pressão normalmente se acentua.
Com uma defesa sólida, o time pode evoluir para tramas ofensivas em velocidade, explorando os corredores laterais e a transição a partir da recuperação de bola no meio-campo. Na linha ofensiva, Condé deve manter o trio Yago Pikachu, Alef Manga e Jajá.
Quando é atacado, o sistema de defesa ganha o reforço de Pikachu, que recompõe pelo lado direito, cobrindo a movimentação de Marcelinho. (Foto: Samara Miranda/Ascom CR)
Papão defende a liderança contra o Caxias
Com o time quase completo, tendo o retorno de Pedro Henrique e Bruno Bispo, o Papão encara o Caxias na tarde deste domingo, na Serra Gaúcha. É um confronto que pode elevar as possibilidades de classificação à fase de grupos. Como tem sido bem-sucedido como visitante – derrotou Volta Redonda e Itabaiana –, o PSC encara o jogo como oportunidade de acumular mais três pontos.
Tem sido essa a estratégia da equipe treinada por Júnior Rocha, evitando a postura de jogo conservadora quando atua fora de casa. O time se aplica na marcação, mas não abre mão de contra-ataques bem tramados, aproveitando a velocidade de pontas como Thalyson e Kleiton Pego.
Há dúvida quanto ao ataque, que pode ganhar a presença de Juninho, herói da vitória dramática sobre o Anápolis na Curuzu. Um outro herói, responsável por várias intervenções decisivas na competição, é o goleiro Gabriel Mesquita, titular absoluto no gol alviceleste.
Bola na Torre
A apresentação é de Guilherme Guerreiro, com a participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em pauta, os jogos envolvendo times paraenses nas Séries A, C e D do Campeonato Brasileiro. A edição é de Lourdes Cezar e Lino Machado. O programa vai ao ar às 22h, na RBATV.
Ibope aponta Neymar como “liderança confiável”
Um troço bem exemplar do pensamento médio do brasileiro gente boa está exposto na pesquisa Ibope Repucom, divulgada na sexta-feira (15). Para assombro dos mais sensatos, mesmo sem vaga certa na Seleção Brasileira treinada por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo, Neymar surge como nome mais confiável (imagine só) no aspecto de liderança no escrete.
Não é pouca coisa. Trata-se aqui de um valor atribuído a poucos na história do futebol tapuia. Pelé, Nilton Santos, Zito, Sócrates, Zico e Dunga são nomes mais ou menos óbvios quanto à capacidade de liderança no escrete, pela qualidade do futebol e pela ascendência natural sobre o grupo.
O instituto analisou uma lista de 60 nomes ligados à Seleção Brasileira, incluindo atletas convocados neste último ciclo antes do Mundial, o técnico Carlo Ancelotti e até o mascote da CBF, o tal Canarinho Pistola.
Em um dos aspectos levantados pela pesquisa, Neymar desponta no topo do ranking quanto à “confiança do público” para assumir o papel de liderança da Seleção. Ao lado do atacante do Santos, o top três que se destaca é o técnico Carlo Ancelotti, na 2ª posição, e Vini Jr, em 3º lugar.
Apesar da óbvia estranheza de ver um jogador tão pouco comprometido com a disciplina e os objetivos do jogo, há o fato relevante de que a mídia digital tem se encarregado de enaltecer o Menino Ney, mesmo diante do pífio futebol que joga hoje e de atos de indisciplina, como o tapa aplicado no garoto Robinho Jr., que ousou driblá-lo num treino do Santos.
(Coluna publicada na edição do Bola de sábado/domingo, 16/17)
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