Drogba, herói e ídolo dos Elefantes

Principal arma ofensiva da Costa do Marfim, Didier Drogba já superou o seu primeiro desafio: jogar a Copa do Mundo. Depois de passar por uma operação no braço no último dia 5 de junho, Drogba está prestes a vencer a corrida contra o relógio para ajudar a sua seleção na África do Sul. O atacante participou de cerca de 30 minutos contra Portugal e deve ser um dos 11 titulares que enfrentarão o Brasil neste domingo no Soccer City, em Johanesburgo. Maior artilheiro marfinense nas eliminatórias, com seis gols, Drogba já confirmou a posição de liderança em um grupo que admira a sua influência. Falta ser decisivo agora no campo de jogo, o seu habitat preferido. 

Didier, o seu colega Romaric confidenciou no mês passado que, sempre que a Costa do Marfim vai mal, você serve de bode expiatório. Isso o incomoda ou não?
Sinceramente, para mim não é problema. Agora sou tanto o capitão quanto o representante deste grupo, por isso faz sentido que eu seja o centro das atenções, especialmente quando vamos mal. Sou o líder carismático da seleção, não tem nada de anormal nisso. Mas quero dizer que, quando fracassamos, o fazemos em equipe.

Por falar nisso, a disciplina coletiva demonstrada contra Portugal é um efeito Eriksson ou uma consciência do próprio grupo?
Foi o efeito Eriksson que introduziu essa conscientização que você citou. Deu para sentir no grupo uma animação geral, como aquela depois da classificação para a Copa do Mundo de 2006. O técnico soube reforçar esse estado de espírito de forma muito positiva.

Os “elefantes” deste ano são melhores que os da Alemanha 2006?
Sim, pois aprendemos as nossas lições. Dispomos de uma verdadeira identidade coletiva, a nossa diretriz está muito mais clara. Sabemos o que e como precisa ser feito. Também temos mais experiência, seja no aspecto individual ou coletivo. Todos ganharam mais vivência nos seus clubes, e o grupo está psicologicamente mais forte em relação a quatro anos atrás. Temos uma grande história juntos.

Você estará 100% no domingo?
Acho que o mundo inteiro viu que dei o meu melhor contra Portugal. A partir do momento em que entro em campo, me esqueço da lesão e da dor. Não tenho medo de nada, estou me sentindo muito bem física e psicologicamente. Estou feliz de estar aqui e jogar futebol.

Um dia você declarou que Nelson Mandela tinha forte impacto na sua vida. Estar jogando no país dele hoje representa algo especial?
É uma honra enorme estar aqui, de verdade. Na escola nos ensinaram a história da África do Sul, o período do apartheid e o papel que Nelson Mandela exerceu pelo povo africano de uma maneira geral. Estar aqui, ter a chance de encontrá-lo, de conversar com ele… estou extremamente orgulhoso.

A revista Time colocou você na lista das 100 personalidades mais influentes do mundo, em grande parte pelo impacto que você causou na Costa do Marfim durante a guerra civil. Como você encara isso?
É difícil falar de mim mesmo, sobretudo nesse assunto. Dentro daquilo que é possível, dou o meu melhor para servir o meu país, e até mesmo o continente africano de uma maneira geral. Procuro representar a todos da melhor forma possível, isso é importante. Mas é claro, estar na lista da Time é um grande orgulho e uma experiência excepcional. (Do Fifa.com)

2 comentários em “Drogba, herói e ídolo dos Elefantes

  1. Herói e ídolo sim, mais craque ele não é. Mais com toda certeza ele é um atacante de impor respeito dentro da grande area, pois é um exímio cabeceador e possue um chute fortissimo, que com certeza, deve ser marcado de perto por nossos volantes, que não são poucos, que estarão dentro de campo com a camisa verde e amarela.

  2. O Brasil que penou com os baixinhos coreanos, o que vai acontecer com quando enfrentar a marcação dos negões?

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