Coluna: Uma tarde eletrizante

Na super rodada de hoje, seis times precisam vencer. Três brigam para assegurar presença nas semifinais do returno do campeonato, dois lutam pela liderança do G-4 e um defende a chance de continuar na elite estadual. Com isso, os quatro jogos têm diferentes graus de importância, mas valem muito para os atores envolvidos.
Desconfio que o melhor confronto, pelo grau de risco envolvido, vai acontecer na Curuzu. Paissandu e S. Raimundo disputam vaga nas semifinais e quem perder praticamente se despede desta fase. Para os bicolores, há a tranqüilidade de já ter conquistado o primeiro turno e garantido presença na decisão do campeonato. Uma derrota, porém, seria terrível para a confiabilidade no trabalho de Charles Guerreiro, pois o torcedor já se mostra insatisfeito pelo desempenho do time em Cametá. Além do mais, tiraria a chance de faturar o título por antecipação.
Ao S. Raimundo, de técnico novo (Valter Lima), só importa vencer. Um revés elimina definitivamente o campeão da Série D e atual vice-campeão estadual. Depois da gangorra de técnicos que o clube santareno viveu nos últimos meses, o objetivo é estabilizar as coisas para a reta final do Paraense e a campanha na Série C.  
Pelo que produziram até agora na competição, o Paissandu leva vantagem no aspecto da regularidade. Some-se a isso o fator campo-torcida. O caráter decisivo do jogo deve atrair bom público à Curuzu. Charles tem problemas na lateral-esquerda. Sem Álvaro, vai repetir a escalação de Edinaldo, que comprometeu o setor defensivo em Cametá. Por outro lado, resgata a formação ideal de meio-campo, com Tácio, Sandro, Fabrício e Tiago Potiguar. Com esse quadrado, o Paissandu conseguiu seus melhores resultados no torneio – e Moisés realizou as atuações mais convincentes. 
 
Outro embate equilibrado acontece em Marabá, onde o Águia recebe o Remo para defender a liderança isolada do returno. Em jogo, a ponta da tabela, mas um empate preserva as atuais posições. João Galvão não terá Soares e Samuel Lopes, mas o time-base está preservado no 3-5-2.
O Remo não terá Marlon, suspenso. Gian e Vélber, barrados, ficam como opções no banco de reservas. Giba acerta ao lançar pela primeira vez o garoto Diego Azevedo e erra ao prestigiar Otacílio, cujas atuações não justificam a titularidade.
 
No Parque do Bacurau, um empate basta ao Cametá para se classificar às semifinais do turno, situação inédita em seu curto histórico no certame estadual. A missão é facilitada porque o Ananindeua é o penúltimo colocado na classificação geral e não tem mais qualquer ambição na competição.
Por fim, o Independente precisa superar o Santa Rosa para permanecer na primeira divisão. Normalmente, não seria tarefa das mais complicadas, mas o desânimo do time de Samuel Cândido pode pesar negativamente. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste sábado, 1º) 

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