Advogado com ampla experiência de embates nos tribunais trabalhistas manifesta estranheza com a ausência de esforço da diretoria remista para tentar renegociar o débito alegado junto ao Tribunal Regional do Trabalho/8ª Região. Segundo ele, a soma atual de R$ 8 milhões pode, em caso de consenso entre as partes, ficar pela metade.
Além disso, há um forte fator atenuante: o Remo abateu R$ 5,2 milhões em pendências antigas, usando todo o dinheiro da venda de um imóvel (a sede campestre) para quitar dívidas. “Em qualquer tribunal do país, essa manifestação de boa vontade é levada em conta na hora em que se propõe uma nova negociação. Não compreendo como os dirigentes e conselheiros do clube não se interessam em provocar esse diálogo com a Justiça”, estranha, preferindo não se identificar.
Comparativamente, acrescenta, o Paissandu convive com uma dívida total de R$ 5 milhões, segundo informações atualizadas do próprio TRT. “Pelo que se acompanha, nos corredores do tribunal e mesmo pela imprensa, não há nenhuma intenção declarada de pressionar o Paissandu a se desfazer de um bem imóvel para liquidar essa dívida”, observa, elogiando o comportamento dos mandatários do clube.
Segundo ele, estão expostas duas maneiras diferentes de administrar débitos: no Paissandu, o clube disposto a se reestruturar e sanear as contas; no Remo, a compulsão pela venda do estádio Evandro Almeida a todo custo (e sem qualquer planificação) fez com que as exigências judiciais fossem seguidas à risca, como se não houvesse nenhuma outra alternativa de conciliação de interesses.
São mistérios que só o futuro próximo poderá desvendar, embora as respostas sejam até previsíveis.
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