Fenaj: ameaça à democracia

O presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Sérgio Murillo Andrade, disse nesta quarta-feira que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou a exigência do diploma para o jornalista representa uma ameaça à democracia. Andrade criticou a postura dos ministros que compararam jornalistas com cozinheiros e modelo e teriam deixado de lado a complexidade e dificuldades da atuação do profissional da área.

Para o presidente da Fenaj, o STF derrubou a exigência pela qualificação dos jornalistas. “Não é novidade para ninguém que o melhor lugar para qualquer pessoa adquirir conhecimento é a escola. Lamento que o Supremo tenha andado na contramão, deixando de lado a exigência por profissionais qualificados. Foi um contrassenso”, afirmou.

Na avaliação de Andrade, ao anular o decreto-lei 972/69, que estabelece que o diploma é necessário para o exercício da profissão de jornalista, o Supremo derrubou uma luta de 40 anos. “É um golpe duríssimo na nossa profissão. São 40 anos jogados no lixo. Foi um milagre o Supremo não nos proibir de exercer o jornalismo no Brasil”, disse.

O presidente da Fenaj disse ainda que vai esperar uma análise do departamento jurídico da entidade para adotar uma orientação aos sindicatos. Segundo Andrade, ainda não há ideia da dimensão do impacto do julgamento. “Vamos analisar a decisão para orientar os sindicatos. Agora, não é uma sentença de morte. Vamos usar a criatividade para garantir que a profissão seja exercida com ética”, afirmou. (Da Folha de S. Paulo)

7 comentários em “Fenaj: ameaça à democracia

  1. Acho uma vergonha esse corporativismo que impera no jornalismo tupiniquim. Qualquer Zé Mané pode falar e/ou escrever as maiores sandices e estão acima do bem e do mal, não devendo satisfações a ninguém por seus atos irresponsáveis. Se algum prejudicado ousar reclamar, é acusado de “cercear liberdade de expressão”. Ora, qualquer profissional de qualquer profissão responde por seus atos. Citaria aqui uma lista infindável de verdadeiras aberrações que se julgam “jornalistas”, mas deixa pra lá.

  2. O supremo dita as regras, mas quem faz as regras são os governos para satisfazer seus interesses.
    Os jornalistas começaram a denunciar as falcatruas de políticos, governos, magistrados, etc. Agora é o contra ataque.
    Esse STF, é o pior constituído no país, eles falam errados, julgam de acordo com seus interesses, eles trocam e mails estando no mesmo ambiente, fazem piadinhas, brigam, tiram sarro um da cara do outro, é uma festa, baasta assistir a tv justiça que vc verá tudo isso, eles não teem o menor respeito.
    O que esperar de um país que tem como presidente um analfabeto e todos sabemos que o LULA não gosta muito da educação, ele mesmo já deixou bem claro, ele gosta mesmo é do exercício do poder.
    Diante de todo este cenário, só poderia dar nisso, prevalece o pensamento do grande chefe.

  3. África do Sul, Arábia Saudita, Colômbia, Congo, Costa do Marfim, Croácia, Equador, Honduras, Indonésia, Síria, Tunísia, Turquia e Ucrânia.

    o que esses países têm em comum? são os únicos no mundo a exigir o diploma. cinco, DITADURAS – assim como brasil o era, quando do início da obrigatoriedade.

    ademais, alguém tem coragem de dizer que o jornalismo praticado no brasil há cinquenta anos era pior do que o de hoje?

    not me.

  4. Gente, vi uma entrevista do Gilmar Mendes no Jornal da Globo ontem. Caramba, esse cara é um despreparado, sem noção e ainda acho que ele tem déficit mental. Não é brincadeira gente.

  5. Soube por um repórter, sem nível superior, que para ser neurocirurgião, será preciso apenas ter o segundo grau completo, e em escola pública!
    Mas pode ser cozinheiro também! [Ironic Mode ON]

    Parabéns Brasil! vamos muito loge!!

  6. Agora, devemos solicitar a um Deputado Federal, para que apresente um projeto regulamentando a profissão, colocando apenas 10% para as pessoas sem formação em jornalismo, nas vagas dentro das redações, etc…
    acredito que este será o caminho para garantir a tranquilidade aos que estão na profissão, os que estão terminando a faculdade e que tem ou tinham a idéia de cursar jornalismo.

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