
POR GERSON NOGUEIRA
A tarde deste domingo (10) será dedicada a um grande evento da Série A em Belém. O Remo recebe o Palmeiras no estádio Jornalista Edgar Proença. O adversário é o melhor time do campeonato e líder desde as primeiras rodadas. A partida vai colocar a torcida paraense novamente em destaque no país inteiro, com a transmissão do jogo em TV aberta.
Com mais de 40 mil pessoas gritando nas arquibancadas, o Remo terá total apoio para buscar a façanha de superar o melhor visitante da competição. Além do incentivo ruidoso da torcida, o time de Léo Condé precisará fazer o jogo perfeito para conquistar os três pontos e turbinar a campanha de recuperação.
Para alcançar esse objetivo, o Leão entrará em campo com a obrigação de atuar em nível superior aos jogos contra Botafogo e Bahia, quando conquistou suas duas vitórias na competição. Nessas partidas, o time teve desempenho e resultado, conseguindo ser principalmente objetivo.
As chances criadas foram devidamente aproveitadas. Diante de um Palmeiras que costuma vencer de forma econômica no placar, mas que permite poucas oportunidades ao adversário, o ataque do Remo precisa funcionar em rotação alta.
Mais que isso: defesa e meio-campo não podem descuidar diante de um setor ofensivo que tem John Arias, Flaco Lopez e Andreas Pereira. Qualquer descuido pode colocar tudo a perder. Concentração máxima, disciplina e foco nos detalhes.
Pelo que mostrou nos últimos jogos, tanto pelo Brasileiro como pela Copa do Brasil, Léo Condé vai prestigiar a formação com Zé Welison, Patrick e Zé Ricardo no meio; Pikachu, Alef Manga e Jajá no ataque.
Os gols de Manga e Jajá foram decisivos contra o Botafogo. Diante do Palmeiras, ambos serão mais vigiados e o Remo terá que ser mais proativo na formulação de jogadas, não podendo se limitar a ser reativo. É um confronto de alto nível que exige rendimento de primeira linha. (Foto: Samara Miranda/Ascom CR)
Papão ofensivo em busca da liderança
Sem o volante Pedro Henrique, suspenso, o Paysandu encara o Anápolis-GO com a missão de vencer para seguir na zona de classificação da Série C, com possibilidade de alcançar a liderança, dependendo de outros resultados. As quatro goleadas cravadas nos quatro últimos jogos dão ao Papão amplo favoritismo diante do vice-lanterna da competição.
Até o momento, não apareceu adversário capaz de superar o time de Júnior Rocha no campeonato. Os dois empates (contra Brusque e Barra), em Belém, ocorreram muito mais por desperdício de oportunidades de gol.
As três vitórias, duas fora de casa, atestam a boa fase vivida pela equipe, cada vez mais entrosada e assentada em modelo de jogo que prioriza a marcação e a movimentação intensa.
As únicas dúvidas neste momento dizem respeito à zaga, onde Castro deve ter Luccão ou Iarley como companheiro, e ao ataque, onde Thalyson aparece mais cotado para ocupar a faixa direita em substituição a Hinkel. Há, ainda, quem defenda Juninho no comando, mas o artilheiro Ítalo segue prestigiado – não se sabe até quando.
Bola na Torre
Guilherme Guerreiro apresenta o programa, a partir das 22h, na RBATV, com a participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba baionense. Em pauta, os jogos de Remo e PSC pelas Séries A e C, respectivamente. A edição é de Lourdes Cezar e Lino Machado.
Seleção desperdiça chance de romper com o passado
O Brasil tinha nesta Copa do Mundo a chance primorosa e única de fazer as pazes com o futuro, aposentando uma geração cansada e que não conquistou absolutamente nada nos últimos dois Mundiais, para ficar apenas nas fracassadas campanhas de 2018 (Rússia) e 2022 (Qatar), ambas sob o comando de Tite, até hoje cultuado por alguns.
Era uma excelente oportunidade para renovar a cara da Seleção Brasileira, prestigiar jovens talentos e estabelecer uma ponte de conexão com o Brasil. Tudo isso sob a batuta de um técnico carismático, experiente, vitorioso e indiscutivelmente competente.
Há também o grande risco de desperdiçar a presença de Carlo Ancelotti no país. Aliás, foi o único acerto da gestão de Ednaldo Rodrigues na CBF. Mas, como o italiano herdou uma comissão técnica dos velhos tempos, ele tem sido induzido a escolhas equivocadas – casos de Danilo (Flamengo), Alecsandro, Paquetá, Marquinhos e Casemiro.
As entrevistas recentes em defesa de Neymar, partindo dos veteranos do escrete, só confirmam que em termos de mentalidade a Seleção vai à Copa com a cabeça no atraso. São parceiros que não negam apoio e solidariedade ao polêmico jogador do Santos, em franca decadência.
O velho corporativismo dá as cartas com o único objetivo de sacramentar o que a Seleção tem de mais permissivo: o compadrio entre amigos. Dane-se a Copa, o que importa é dar força ao eterno menino mimado, mesmo que Ancelotti não esteja plenamente de acordo. A conferir.
(Coluna publicada na edição do Bola de sábado/domingo, 09/10)
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