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Por Tiago Barbosa

Se a mídia corporativa fizesse jornalismo básico, a candidatura Flávio seria farelo e adeus. Não restaria sequer o ‘V de Vorcaro’ para contar a história de um projeto de poder ancorado no nada.
A permanência na disputa se mantém por omissão e complacência de um noticiário antilulista até a alma – a fonte de narrativas alienantes da seita extremista.
A imprensa conivente é quem oculta e minimiza a relação escandalosa do bolsonarista com o banqueiro preso por fraude bilionária.
É quem naturaliza ou atenua rachadinha, relação com milícias, traição à pátria, mentira no currículo – suspeitas evidentes de delinquência.
A pormenorização somada à perseguição ao filho de Lula e a escandalização vazia de atos do governo suscita falsas equivalências junto à sociedade.
Projeta uma simetria enganosa entre um estadista comprometido com a soberania nacional e um desvario extremista de ameaça à integridade do Brasil.
A sociedade pervertida pela distorção recicla a desinformação como ódio e, assim, destina a Lula e à esquerda um desprezo insuflado pela mídia.
Essa engrenagem de falseamento da realidade para proteger um preposto do mercado em desfavor dos brasileiros constitui um risco ao país.
A mídia sustenta uma farsa oca corroída pela inépcia e pelas associações criminosas à custa da coletividade.
Se fizesse jornalismo, salvaria o Brasil.
(Jornalista, pós-graduado em História)
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