Loading

POR GERSON NOGUEIRA

O Mirassol é o difícil adversário que o Remo precisa superar hoje (29), às 19h30, no interior paulista, para escapar da zona do rebaixamento. Com 21 pontos, ocupando a 18ª posição na classificação da Série A, o time azulino divide pontuação com o Vasco (17º) e o Internacional (16º).

A campanha do Leão sob o comando de Léo Condé tem mostrado boas performances como visitante. Derrotou Botafogo, no Rio de Janeiro, e Chapecoense, em Santa Catarina, e teve partidas competitivas contra Santos, Grêmio e Coritiba. A pior apresentação foi diante do Corinthians na 19ª rodada.

Para superar o Mirassol, de sólidas performances como mandante, o Leão terá que evitar as vacilações que conduziram à derrota para o Timão, notadamente a ausência de intensidade na marcação e a pouca mobilidade dos homens de meio e ataque.

O adversário tem como armas os cruzamentos do lateral/ala Reinaldo na área, em geral ensaiados, com bom índice de aproveitamento. Uma peça estratégica na estrutura de armação do Mirassol é Aldo Filho (ex-Zé Aldo), que saiu lesionado da partida com o Vasco e não deve enfrentar o Remo.

A força coletiva é o principal trunfo da equipe dirigida por Rafael Guanaes, com marcação bem definida e em bloco quando não tem a posse de bola. É um time que joga à moda europeia, sem ceder muito espaço. Apesar das qualidades, o Mirassol não cumpre boa campanha no Brasileiro, acumulando derrotas em jogos fora de casa.

Derrotar o Vitória em casa, com consistência e autoridade, foi fundamental para devolver a confiança ao Remo. Sair vencedor de um duelo contra adversário do mesmo nível, que tem o mesmo sistema de jogo, fez com que a equipe de Léo Condé resgatasse a autoestima e o ânimo para a campanha de superação no segundo turno da Série A.

Por conta disso, o Remo desta noite não deve se comportar de forma acanhada e pouco reativa como na Arena Itaquera. Espera-se um time aguerrido, forte nos duelos e atento às brechas no setor de defesa do Mirassol.

O ataque deve permanecer com Pikachu, Alef Manga e Jajá. Há indefinição quanto ao trio de meio-de-campo, embora Zé Ricardo tenha sido peça destacada no triunfo de domingo no Mangueirão. Zé Welison e Leonel Picco são os jogadores que atuam na proteção à zaga. (Foto: Raul Lima/Ascom CR)

Papão refaz cálculos para a classificação

A classificação que era dada como quase certa de repente virou dúvida no Paysandu. As três derrotas nas últimas cinco derrotas forçam uma revisão de cálculos quanto aos pontos necessários para garantir presença na etapa de quadrangulares. Em 6º lugar na tabela da Série C, com 23 pontos, o campeão paraense precisa somar mais sete pontos para se garantir.

As dificuldades não estão restritas à conquista dos pontos, mas às oscilações apresentadas pelo time, como se estivesse física e tecnicamente extenuado. O PSC tem quatro jogos (12 pontos) a cumprir, dois deles dentro de casa – o primeiro contra o Confiança, domingo (2), na Curuzu.

Os reforços trazidos para a reta final da competição – Pablo Baianinho e Pedro Carrerette – não têm sido suficientes para dar ao time a solidez necessária, apesar das limitações dos adversários. Um exemplo disso foi a atuação opaca diante do Amazonas, na última rodada.

O time baré vinha em queda, com três derrotas consecutivas e enfrentando um ambiente de crise interna. Em campo, porém, o Amazonas se agigantou e superou o PSC até com certa facilidade, após sofrer um gol logo aos 2 minutos. Foi justamente o desempenho débil em Manaus que acendeu todos os alertas no Papão.

Vencer o Confiança passou a ser questão obrigatória diante da aproximação de outras equipes na classificação. Qualquer tropeço pode significar a perda de um lugar no G-8. Os que mais ameaçam neste momento são Maringá (7º) e Ferroviária-SP (8º), ambos com a mesma pontuação do PSC, 23 pontos. Ypiranga, Caxias e Floresta vêm logo em seguida, com 21 pontos.

Mais do que a pontuação apertada, a preocupação maior neste momento é com a queda de rendimento da equipe dirigida por Júnior Rocha. As cobranças do torcedor crescem na mesma medida em que cai a capacidade ofensiva que o time mostrava no início do campeonato.

Fogão prestigia base e arranja um goleiro

Uma situação curiosa e extremamente auspiciosa vem ocorrendo com o Botafogo neste período pós-Copa no Brasileiro da Série A. O time já tem o terceiro melhor desempenho do campeonato em jogos contra adversários do top-12 da competição, só abaixo de Palmeiras e Flamengo.

Sob o comando de Franclim Carvalho, o Botafogo passou pelo Cruzeiro na última rodada e chegou à sétima colocação. Com uma notícia que não se via há muito tempo: a atual fase só teve gols de jogadores vindos da base. Lucas Emanuel e Kadir contra o Santos e Justino diante do Cruzeiro.

Antes da interrupção para o Mundial, o meia Huguinho fez contra o Bahia e Kauan Toledo marcou contra o Caracas. Nos últimos quatro jogos que fez gol, sempre teve ao menos um dos jogadores que vieram de lá.

Outra novidade interessante é o fim da era dos goleiros de mãos de alface, que tantos danos causaram ao Botafogo na primeira metade da Série A. Neto, Raul e Léo Linck já não aterrorizam a torcida. Com eles, o Fogão amargou derrotas que poderiam ter sido facilmente evitadas.

A entrada em cena de Warleson em duas partidas garantiu mais segurança e tranquilidade ao setor defensivo. Sem operar nenhum milagre, ele fez as defesas obrigatórias e não deixou passar nenhuma bola fácil, como tinha virado rotina em jogos do Botafogo. Que continue assim. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 29)

Deixe uma resposta

DESTAQUES

Descubra mais sobre Blog do Gerson Nogueira

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo