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Um jogo disputado palmo a palmo, com forte marcação japonesa na defesa e oscilações do Brasil ao longo dos 90 minutos. Em Houston, os primeiros minutos foram de presença do ataque brasileiro, com Vinícius e Matheus Cunha arriscando finalizações perigosas. Um erro de Danilo permitiu a única chance ao Japão, que não perdoou. Depois disso, o jogo virou um sofrimento para a Seleção, que empatou no início do 2º tempo com o criticado Casemiro e obteve a virada já nos acréscimos, com Martinelli.

Contra um Japão organizado e consciente, a Seleção precisou de muito esforço e capacidade de reação para transformar um resultado negativo. Lições importantes devem ter sido anotadas por Carlo Ancelotti e seus jogadores, principalmente a respeito dos erros de marcação no 1º tempo e a lentidão que o meio-campo mostrou em grande parte do jogo.

O próximo adversário sai nesta terça-feira (30), do cruzamento entre Costa do Marfim e Noruega, em Dallas. Até domingo, data do confronto das oitavas, a Seleção terá bastante tempo para revisar posicionamentos e acertar o passo no meio-campo.

O nervosismo da estreia na fase eliminatória parece ter afetado mais ao Brasil do que ao Japão. Travado e muito afobado nas finalizações, desperdiçou chances de explorar a baixa estatura da defesa japonesa.

Em contra-ataques bem organizados, o Japão conseguia ameaçar e intranquilizar a marcação brasileira. Na primeira chance que teve, aos 29 minutos, saiu o gol. Danilo errou um passe horizontal e a bola foi interceptada por Kaishu Sano. Ele avançou, não foi alcançado por Casemiro, e acertou um belo chute no canto direito de Alisson.

Depois do gol, o que já era ruim ficou ainda pior. A Seleção passou a cometer erros seguidos nos minutos finais da primeira etapa e Casemiro quase recebeu o segundo cartão amarelo em falta dura para matar um contra-ataque.

Para o 2º tempo, Endrick entrou no lugar de Paquetá e acrescentou vibração ao time. Em duas arrancadas, mexeu com a torcida e ajudou a abrir caminho para a reação. O empate quase veio aos 9 minutos em cabeceio de Casemiro, que foi bloqueado em cima da linha. Dois minutos depois, o volante testou com firmeza após um cruzamento de Bruno Guimarães.

Vini Jr., mesmo muito marcado, levava sempre perigo nas arrancadas. No lance mais bonito do jogo, ele driblou três marcadores e tocou em direção ao gol. O goleiro desviou e a bola bateu na trave esquerda.

Depois disso, o Brasil controlou o jogo, mas não conseguiu entrar na área, limitando-se a cruzamentos. O lance salvador veio aos 50′, quando Rayan tocou para Bruno Guimarães e este deu um passe perfeito para Martinelli, que dominou e chutou no canto, sem defesa para o goleiro.

Vaga garantida para as oitavas. Com susto e emoção.

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