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Depois de irromper gloriosamente no estádio de Dallas, na quinta-feira (17), após a vitória (4 a 2) da seleção inglesa sobre a Croácia na Copa do Mundo, “Wonderwall” voltou à cena do universo pop, ainda majestosa e forte como quando foi lançada em 1995, a bordo do álbum “(What’s the Story) Morning Glory?”, do Oasis. Cantada em uníssono pela torcida inglesa nas arquibancadas e pelos jogadores Harry Kane e Jude Bellingham, a música provou que resistiu bravamente à passagem do tempo.
Os vídeos com as imagens emocionantes do recital improvisado viralizaram de imediato, reapresentando o hino dos anos 90 a toda uma geração que nem havia nascido quando o Oasis surgiu. O coral espontâneo de milhares de torcedores no estádio norte-americano se tornou um dos momentos marcantes da Copa do Mundo de 2026.
Harry Kane classificou o momento como “um dos favoritos (dele) com a camisa inglesa”. Para muitos, a imagem remete a outras músicas que se tornaram símbolos de clubes ingleses, como “You’ll Never Walk Alone”, de Gerry and the Pacemakers, do Liverpool.
A música ecoou nos alto-falantes do estádio, como é praxe em partidas de Copa do Mundo. Rapidamente foi acompanhada pela torcida e emocionou os jogadores, com versos como “eu não acredito que alguém se sinta do jeito que eu me sinto por você agora” cantados pela multidão.

“Wonderwall pertence às pessoas, e foi um momento mágico entre as pessoas e os jogadores. Boa sorte a todos que fizeram a viagem até aí”, disse Noel Gallagher, compositor da música, ao jornal londrino The Sun. O sucesso foi tão grande que surgiram movimentos na imprensa britânica para que a faixa substitua “Sweet Caroline” como principal canto da seleção.
A força do momento pode estar ligada à recente série de shows do Oasis na volta aos palcos. A reunião da banda mobilizou milhões de fãs no Reino Unido e despertou um sentimento de nostalgia em uma geração inteira. Muitas pessoas que estavam vendo o jogo do English Team também foram aos shows da banda.
O título da canção foi inspirado no disco Wonderwall Music, de George Harrison, ídolo (como os demais Beatles) dos irmãos Noel e Liam Gallagher. Noel estruturou a música emulando a obra dos Beatles e tirou o arranjo inicial no violão, carregando na simplicidade dos acordes.
Adicionada depois, a voz de Liam casou perfeitamente com o ritmo e o andamento, tornando a canção um ícone do chamado Britpop, movimento que redesenhou o rock alternativo dos anos 90 e funcionou como resposta britânica ao avanço do grunge americano.
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