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POR GERSON NOGUEIRA

Com o time completo, liderado por Ítalo Carvalho, Marcinho e Caio Mello, o PSC entra em campo nesta quinta-feira (4) à noite, em Anápolis, para disputar a primeira partida da decisão da Copa Verde. É um jogo previsivelmente difícil, mas com peculiaridades que podem beneficiar o time paraense.

Ao longo da temporada, o PSC teve boas atuações sempre que jogou como visitante. A razão é simples: o time tem características ideais para estratégias reativas. Sabe marcar, individualmente e por setor, e tem saída rápida, a partir das ações do trio Marcinho, Pedro Henrique e Caio Mello.

Foi assim, por exemplo, que o Papão conseguiu superar a Portuguesa de Desportos, no estádio do Canindé. Um jogo que teve características adversas no 1º tempo, mas que foi completamente diferente na etapa final, com a virada conquistada pelos bicolores.

Outro jogo que evidenciou a capacidade de superação foi contra o Itabaiana-SE. Após 45 minutos de atuação desencontrada e confusa, com falhas seguidas da defesa, o time reagiu e conquistou uma goleada de 4 a 1, com excelente desempenho ofensivo.

Nos dois casos, o PSC soube explorar os espaços proporcionados por seus adversários, aproveitando para contra-atacar com eficiência. As apresentações fora de Belém sempre mostraram um time seguro e letal no aproveitamento de chances de gol.

A exceção óbvia é a desastrosa partida da 1ª fase da Copa Norte, em Manaus, contra o Nacional. O placar atípico de 7 a 0 foi construído em cima de um time mesclado, com reservas e garotos oriundos da base.

Para o confronto com o Anápolis, é importante que o time tenha consciência das dificuldades que o adversário pode impor ao Papão. Na vitória (2 a 1) pela Série C, na Curuzu, o PSC marcou o gol decisivo nos acréscimos de uma partida difícil e equilibrada.

Apesar de lanterna do Brasileiro, o Anápolis tem bons valores individuais e um time focado na conquista da Copa Verde, que pode vir a ser o título mais importante de sua história. Por isso, é preciso estar atento e forte. (Foto: Jorge Luís Totti/Ascom PSC)

Leão entre especulações e planos concretos

O elenco do Remo está em férias de 15 dias, que serão complementadas por mais 35 dias de treinamentos durante o período da Copa do Mundo. Apesar da inatividade, a vida interna do clube é sacudida por especulações a respeito de liberações, negociações e até possíveis reforços – com os exageros de praxe e nenhuma indicação concreta.

Um dos pontos mais discutidos é o interesse de outros clubes por Marcelinho, lateral-direito que tem se destacado nas ações ofensivas do time de Léo Condé. Um clube da Turquia é o principal interessado na aquisição do jogador, que foi autor do gol da vitória sobre o S. Paulo na última rodada do Brasileiro.

Para a diretoria, a manutenção do atleta virou prioridade máxima. Marcelinho é peça fundamental na estrutura tática montada por Condé e que tem garantido a recuperação do Leão dentro do campeonato.

Quanto às liberações, estão definidas as saídas de Diego Hernández, Patrick de Paula, Kayky Almeida, Cufré, Catarozzi, Rafael Monti, Tassano, Carlinhos, Freitas e Eduardo Melo. Outros atletas podem também ser negociados por empréstimos.

Ao mesmo tempo, o clube se movimenta no mercado em busca de reforços pontuais – um zagueiro, um lateral-esquerdo, um volante, um meia e dois atacantes. Enquanto isso, especulações têm sido descartadas pela diretoria, como o suposto interesse na contratação de Paulo Henrique Ganso.

Ancelotti define as últimas experiências

Antes do amistoso contra o Egito, no próximo sábado (6), em Cleveland, a Seleção Brasileira realiza treinos e alguns testes podem determinar mudanças para o último compromisso antes da estreia na Copa, a começar pela volta da dupla titular da zaga, Marquinhos e Gabriel Magalhães.

A expectativa maior se concentra no meio-de-campo, onde Casemiro e Bruno Guimarães permanecem entre os titulares, mas pressionados pelo bom rendimento de Danilo Santos e Lucas Paquetá no 2º tempo do jogo com o Panamá. No ataque, Igor Thiago e Vini Jr. podem formar a dupla principal, com Luiz Henrique ficando como alternativa.

Carlo Ancelotti observa também Raphinha e Rayan, que disputam um lugar no time, com mais possibilidades para o atacante do Barcelona. O fato é que o amistoso de sábado será decisivo para a definição do time da estreia contra Marrocos, no dia 13 de junho, em Nova Jersey.

Verdades que certos números escondem

Parece até brincadeira, mas o fato é que há 36 anos a Argentina não consegue derrotar uma seleção de ponta (outra campeã mundial, por exemplo) em Copas do Mundo.

A última vez foi em 1990, no Mundial da Itália, quando Cannigia fez o gol que eliminou o Brasil de Taffarel.

Em 2022, no Qatar, a Argentina conquistou o título em cobrança de penalidades contra a França de Mbappé. Com bola rolando, no tempo normal e prorrogação, 3 a 3 no placar. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 04)

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