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POR GERSON NOGUEIRA

Tão esperada pela torcida, a primeira vitória do Remo como visitante veio em grande estilo, com virada empolgante contra o Botafogo, que estava invicto há nove partidas. Os três pontos representam muito na campanha de reabilitação do Leão no Brasileiro, pressionado por uma sequência de maus resultados um empate (Vasco) e duas derrotas (RB Bragantino e Cruzeiro).

O triunfo sobre o Fogão confirma o Remo como o time da virada em 2026. Foi a sexta vez, em 2026, que conseguiu vencer após ficar atrás no placar.

O desenvolvimento do jogo nos dois tempos foi marcado pelo equilíbrio, até nos erros cometidos. Os times criaram chances, mas abusaram das finalizações tortas. O Botafogo começou melhor. Matheus Martins e Danilo levaram perigo em tiros da entrada da área. Artur Cabral acertou um cabeceio na pequena área, mas Marcelo Rangel fez grande defesa.  

Em contra-ataques, Alef Manga e Jajá tiveram boas chances, mas erraram na tomada de decisão. Depois de uma grande defesa de Marcelo Rangel, o Botafogo cobrou escanteio e Ferraresi desviou para o fundo das redes, aos 12 minutos. Parecia o ensaio de um novo revés azulino na competição.

Em desvantagem, o Remo se estabilizou e passou a vigiar melhor as investidas do Botafogo, explorando o corredor esquerdo com Mayck e Jajá. Quase ao final, dois lances agudos mostraram que o Leão estava disposto a reagir. Zé Welison chutou com perigo, aos 31 minutos. Aos 39’, Pikachu bateu escanteio e Patrick desviou de cabeça na trave esquerda do Botafogo.

O Remo começou a crescer na partida quando se organizou no meio-campo. Em saída rápida pela esquerda, Jajá lançou bola na área, Bastos tentou interceptar, mas a bola ficou com Alef Manga disparar um chute forte, pelo alto, sem chances de defesa, aos 26 minutos.

Através de Junior Santos e Montoro, o Botafogo criou algumas situações de perigo, mas a zaga azulina conseguiu se safar. A essa altura, Leonel Picco, Gabriel Poveda e Jaderson já estavam em campo, substituindo Zé Welison, Manga e Zé Ricardo. Após o gol de empate, o Remo se entusiasmou e passou a atacar com mais velocidade.

A entrada de David Braga no lugar de Mayck qualificou a saída de bola e foi através de um passe dele que nasceu o segundo gol. Aos 46’, o meia lançou Poveda. O centroavante disparou um chute rasteiro, o goleiro Neto espalmou nos pés de Jajá, que finalizou de primeira, marcando 2 a 1 para festa da galera azulina no estádio Nilton Santos. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Rangel, Jajá e Manga em tarde inspirada

Apesar de desfalques importantes – Taliari e Vítor Bueno –, o Remo conseguiu a sonhada vitória fora de casa diante de um adversário de respeito, jogando de maneira competitiva e pragmática, principalmente no 2º tempo. Depois de um início confuso, o time encontrou forças para reagir e ir em busca da virada.

Para isso, três jogadores foram fundamentais. Marcelo Rangel manteve a regularidade e fez defesas decisivas em finalizações de Matheus Martins e Artur Cabral. Teve sorte também, como cabe a bons goleiros, em chute de Kadir que passou tirando tinta do poste direito.

Alef Manga foi outra figura de destaque no Remo, puxando as jogadas pelo lado direito e investindo pelo meio quando lançado em contra-ataque. Errou duas tentativas na primeira etapa, mas aproveitou bem a chance surgida e fez o gol de empate.

Sempre veloz e agressivo, Jajá deu trabalho a Vitinho durante o 1º tempo, mas perdeu uma chance de ouro, chutando em cima do goleiro, aos 34 minutos. Redimiu-se inteiramente com a inversão de bola para Manga empatar e com a finalização perfeita que garantiu a virada.  

Cabe destacar a boa movimentação do setor de meia-cancha, principalmente a partir dos 30 minutos de partida, situação que se consolidou na etapa final. Zé Ricardo fez sua melhor atuação como volante/meia, bem assessorado por Patrick e Zé Welison.  

Reação fulminante encanta a Fiel na Curuzu

A primeira vitória do PSC diante de sua torcida nesta Série C foi avassaladora. Depois de sair perdendo por 2 a 0 para o Botafogo-PB, o time reagiu ainda no 1º tempo, virando para 3 a 2, e completou a goleada na etapa final, com um gol marcado por Thayllon.

O Botafogo paraibano explorou falhas graves da defesa do Papão e marcou logo aos 2 minutos. Felipe Azevedo cruzou e Henrique Dourado mandou para pequena área, onde Rodolfo só escorou para as redes.

Mais tranquilo, o Botafogo controlava o jogo e chegava sempre com perigo à área do PSC. O segundo gol surgiu aos 16 minutos. Uma falha de marcação deixou Giovanni livre para dominar e chutar para o gol.

Pressionado pela torcida, o Papão reagiu aos 22’. Marcinho lançou na área e Kleiton Pego desviou de sem-pulo, marcando um golaço. Quatro minutos depois, aproveitando o recuo do Belo, Edilson cruzou da direita e Thalyson se atrapalhou, desviando para o próprio gol.

Empolgado com o empate, o Papão insistiu na pressão e arrancou a virada aos 48’. Kleiton Pego recebeu passe na área e ajeitou para Ítalo tocar da linha de fundo, colocando a bola no barbante.

No 2º tempo, um susto aos 16 minutos. Em cobrança de falta, o Botafogo empatou, mas a arbitragem anulou a jogada. Aos 44’, Thaylon, que havia substituído Kleiton, recebeu passe junto à área e fechou a contagem.

O Papão assumiu a vice-liderança da Série C, com 11 pontos. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 04)

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