
POR GERSON NOGUEIRA
Foi a segunda vitória do PSC no Parazão. O placar magro revela um grau de dificuldade maior do que na estreia diante do São Raimundo. Contra Capitão Poço, ontem, o gol custou a sair, mas o time teve paciência e voltou a mostrar intensidade nas jogadas, no que parece ser a principal característica inicial do trabalho de Júnior Rocha.
Até balançar as redes, em manobra individual de Kleiton Pego, nos acréscimos da primeira etapa, o time ameaçou com a bola parada de Marcinho e as investidas de Kleiton Pego e Ítalo. Capitão Poço se fechou e procurou se manter recuado, quase sem arriscar ações ofensivas.
E, quando se encorajou a sair de seu campo, quase chegou lá. Em contra-ataque fulminante, aos 42 minutos, Feijão avançou até a área e quando ia finalizar foi derrubado em choque direto com o goleiro Jean Drosny e o zagueiro Luccão. O árbitro mandou seguir.
Minutos depois, saiu o único gol da partida. Sem marcação, Kleiton Pego caiu pelo lado esquerdo da intermediária e disparou um chute forte, à meia altura, que entrou no canto direito da trave do Capitão Poço.
Na etapa final, o ritmo do confronto ficou mais lento. O PSC cadenciou seus avanços ao ataque, abrindo espaço para a chegada da Laranja Mecânica do interior. A melhor chance aconteceu aos 15 minutos: Feijão cabeceou em direção ao gol, mas a bateu no travessão.
Aldenir Risadinha, técnico do Capitão Poço, exagerou nas reclamações, retardou o andamento da partida e acabou expulso, o que afetou a movimentação do time. O PSC teve ainda uma excelente chance com Cauã Dias, mas depois se limitou a controlar a vantagem.
Com a campanha 100%, o Papão se estabiliza na disputa, colado ao Águia na liderança da classificação e vai fortalecido para o clássico com a Tuna, quarta-feira, em Augusto Corrêa. Mais que isso: ganha confiança para o esperando Re-Pa do próximo domingo (8).
Mais um tropeço na conta de Osório
O time foi muito mal, errou quase tudo e usou as condições pífias do gramado como desculpa, mas não há dúvida quanto ao responsável maior pelo primeiro tropeço do Remo no Campeonato Estadual. O empate sem gols, sábado à tarde, em Belterra, veio em consequência da atuação horrorosa do chamado time alternativo.
Com um jogador a mais desde o 1º tempo, o Remo patinou em falhas coletivas e individuais. Apesar de ter a posse de bola, não conseguiu se impor de verdade e permitiu ao valente São Francisco sair com o empate.
Um sinal evidente da balbúrdia tática do Remo foi a utilização de três centroavantes no 2º tempo. Carlinhos, Eduardo Melo e Rafael Monti, que estreou e não conseguiu salvar o time nos minutos finais. Sem jogadas criativas e nenhuma infiltração correta na área, o time se dedicou a cruzamentos que não resultaram em nada.
Quando Juan Carlos Osório define um time B para a disputa do Parazão, imagina-se que o grupo de jogadores será dividido entre a Série A e as demais competições do período. Na prática, não tem sido assim.
No jogo com o São Francisco, que perdeu o volante Marquinho, aos 20 minutos, o Remo entremeou alguns titulares (Léo Andrade, Cantillo) com jogadores pouco utilizados (Freitas, Marrony e Tassano) e estreantes, como Carlinhos, Rafael Monti e Kawan.
Ninguém se salvou. Em meio às crateras do campo, o Remo exagerava na lentidão e trocava passes improdutivos desde o meio-campo. Teve duas boas chances não aproveitadas por Carlinhos no 1º tempo.
À medida que a partida se aproximava do final, a pressa comprometia ainda mais o ordenamento de jogadas. Jorge e Cantillo se tornaram os construtores, mas sem qualidade, tanto que o limitado São Francisco conseguiu conter os esforços do Remo sem grande esforço.
Panagiotis ficou tempo demais em campo, voltando a exibir o repertório de passes errados e pouca mobilidade. Osório manteve o mesmo time até a metade da etapa final, sem utilizar garotos da base que poderiam dar um pouco mais de vibração ao time, como Felipe, Kakaroto e Tico.
No fim, o técnico preferiu elogiar a defesa santarena e valorizar o glorioso empate. Talvez seja o momento de alguém no clube alertar Osório para as armadilhas do Parazão, principalmente deste, onde o Remo tem a obrigação de chegar à decisão. Do jeito que vai, pode acabar ficando pelo caminho.
Corinthians estraga a festa programada
A primeira taça do ano fica com o Corinthians. O todo-poderoso Flamengo, time mais caro do Brasil, sucumbiu à objetividade dos alvinegros. Primeira competição do calendário, a Supercopa Rei, não é muito levada a sério – vide o Botafogo no ano passado, no Mangueirão –, mas tem um valor simbólico importante. Representa o ponto de partida para objetivos mais elevados na temporada.
O golaço de Yuri Alberto, após passe de calcanhar de Kaio Cézar, sacramentou a conquista, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. A expulsão de Carrascal (justíssima), no intervalo, mudou a estrutura do Flamengo e deixou o Corinthians mais confiante em campo.
Com luta e determinação, o time de Dorival Júnior segurou a pressão sem grandes problemas. Aliás, para o elenco estrelado que tem, o Flamengo se excedeu na utilização do jogo aéreo, previsível e sem inspiração, facilitando a tarefa corintiana de segurar a vantagem.
Foi a terceira derrota consecutiva do Flamengo na temporada.
(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 02)
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