POR GERSON NOGUEIRA

Depois de estrear com vitória no Campeonato Paraense sobre o Bragantino, por 2 a 1, no sábado à tarde, o Remo mergulhou numa inesperada turbulência neste domingo (25) com a saída de Marcos Braz. Apesar dos esforços do presidente Antônio Carlos Teixeira para convencer o executivo a ficar, o desligamento se efetivou.  

A comunicação, feita inicialmente pelo próprio Marcos Braz em postagem na internet, foi confirmada no final da tarde de ontem pela direção do Remo. Em nota, o clube elogia o trabalho do executivo e diz confiar que seguirá contando com sua colaboração, mesmo à distância.

Na mensagem que dirigiu à torcida, Braz demonstrou gratidão: “Muito obrigado! Minha passagem pelo Remo foi exatamente dentro do que me propus e imaginei, com muitos desafios. Não faltou empenho, trabalho e dedicação, talvez por isso recolocamos o Remo onde todo torcedor gostaria”.

A acrescentou que “talvez a palavra ‘saída’ nem seja a melhor neste momento, porque mesmo à distância, estarei ajudando e na torcida por melhores resultados. Pela porta que entrei, me despeço e saio de cabeça erguida agradecendo pela confiança e as amizades construídas”

Desejou sorte ao Remo, afirmando que o clube é gigante “e ainda tem muita coisa boa pra acontecer”. Contratado em 31 de maio do ano passado, Braz chegou a Belém com pompa e circunstância, em função da marcante passagem como dirigente multicampeão com o Flamengo. Ele substituiu Sérgio Papelin, que saiu do clube para retornar ao Fortaleza.

O ex-executivo do Leão concedeu no sábado, antes do jogo com o Bragantino, uma última entrevista ao repórter Paulo Caxiado, da Rádio Clube. Queixou-se das condições do gramado, dizendo que, quando não estivesse mais no Remo, queria ser lembrado como “o cara chato que cobra” que defende os interesses do clube. Quase premonitório.

Durante os nove meses de trabalho, Marcos Braz operou algumas mudanças importantes no clube, investindo em ações estruturais e implantando uma nova sistemática interna no Baenão.

Responsável direto por boa parte da montagem de elenco, foi ao mercado e contratou Diego Hernández, Nico Ferreira, João Pedro, Panagiotis, Marrony, Cantillo, Jorge e Kayky. Teve papel importante nas negociações para trazer o técnico Juan Carlos Osório.

O Remo já tem um novo executivo. É Carlos Eduardo (Cadu) Furtado, ex-Flamengo, que foi trazido por Braz. Ele ocupará interinamente a função. (Foto: Raul Martins/Ascom CR)

Pikachu marca de novo e garante a vitória

Na abertura do Parazão, o Remo repetiu o script do jogo com o Águia, pela Supercopa Grão-Pará. Venceu pelo mesmo placar, 2 a 1, e também de virada. Com um time inteiramente modificado, o 1º tempo foi confuso e sem inspiração. Para piorar, numa falha do goleiro Ygor Vinhas, o Bragantino abriu o placar logo aos 13 minutos, com Wander.

No restante da etapa inicial, Diego Hernández e Eduardo Melo lutaram bastante, mas não conseguiram acertar o gol defendido por Régis. Dodô também se movimentou bem, mas os estreantes Patrick de Paula e Patrick exageraram nos passes errados.

Com Alef Manga e Jorge em campo, o Remo começou o 2º tempo impondo pressão. Forçou jogadas pelos lados, investiu pelo meio e deixou o Bragantino acuado. Aos 6 minutos, veio o empate: Patrick de Paula cobrou falta e a bola resvalou em Eduardo Melo, tomando o rumo do gol.

Juan Carlos Osório substituiu Dodô e Patrick por Yago Pikachu e Zé Ricardo. Aí o que já estava bem encaminhado se transformou em domínio absoluto. A virada ocorreu aos 19’ em lance inspirado da dupla. Zé Ricardo lançou Pikachu, que entrou na área e tocou na saída do goleiro. Segundo gol do meia-atacante desde que chegou ao Leão.   

Apesar da superioridade, o Remo relaxou nos minutos finais e levou um susto. Quase sofreu o empate aos 50’, quando Vinícius bateu do meio-campo e encobriu Ygor Vinhas. A bola passou rente ao poste esquerdo.  

Papão passa sem aperreios pelo São Raimundo

A chuva insistente não impediu que o PSC tomasse as rédeas do jogo desde os primeiros minutos. A presença de garotos deu ao time uma empolgação que serviu para sufocar o São Raimundo em seu próprio campo. Graças a isso, saiu o gol de Ítalo Carvalho, logo aos 3 minutos, após uma bola rebatida pela zaga santarena.

O PSC seguiu apertando o cerco e Luccão quase meteu o segundo gol, ao desviar a bola no travessão, aos 27’. Em resposta, o São Raimundo também mandou uma bola na trave, em cabeceio de Tiago Pará. mandou para o fundo da rede para marcar o primeiro gol bicolor.

Quando o São Raimundo conseguiu se organizar melhor, armando ataques e pressionando a zaga bicolor, veio o segundo gol do Papão. Novamente em erro dos defensores do Pantera. Kleiton Pego aproveitou para avançar e mandou um tiro forte no canto direito da trave de Labilá.

Na segunda etapa, o desgaste físico dos times fez a partida perder em movimentação. O Papão aproveitou para controlar o jogo, sem que o São Raimundo mostrasse sinais de reação.

Destaques bicolores: Marcinho, Kleiton Pego, Ítalo Carvalho e Cauã Dias. Contribuíram para o bom começo do Papão.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 26)

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