POR GERSON NOGUEIRA
Registro solo de Eddie Vedder para “Dead Man (Walking)“ (Homem morto marchando) canção do disco renegado Last Dogs (Cães Perdidos), que reuniu sobras de gravações e shows ao vivo do Pearl Jam. A apresentação acima é de 2006, em Melbourne (Austrália). O álbum duplo foi lançado em 11 de novembro de 2003 pela Epic Records.
Sob obrigação contratual de gravar mais dois discos pela Epic, a banda decidiu lançar uma compilação de músicas excluídas dos os discos anteriores, incluindo raridades, covers e trilhas sonoras. Um ano depois, porém, a gravadora deu o troco, lançando a coletânea “Rearviewmirror”, reunindo as canções mais conhecidas e os principais hits da banda. Com a indústria não se brinca.
No encarte de “Last Dogs”, a própria banda teve o cuidado de explicar cada canção. O guitarrista Stone Gossard resenhou a canção:
“Veio daquela sessão (de gravação) para o álbum ‘No Code’. Como que essa música não foi incluída na trilha sonora do filme – ou em nosso disco? Nós nunca saberemos com certeza, mas eu estou muito orgulhoso de finalmente conseguir achar um lugar para ela. Acho que são algumas das minhas letras favoritas de Eddie de todos os tempos e na época eu pensava com alguma seriedade (não muita, mas alguma), que o título deveria ser ‘Dead Man Walking’, por causa da maneira como a última sílaba cai quando Eddie canta no refrão. Talvez, uma das minhas piores ideias não querer que fosse incluída no disco, sendo que às vezes, eu olho para trás e me encolho de vergonha, porque essa música nunca deveria ter sido um lado-B”. Sábias palavras.
É uma bela canção e Stone Gossard tem razão: é uma das letras mais relevantes de Vedder.
A preparação de cada um dos meus passos
De saída da terra
É aumentada
Pelas coisas que fiz
Pelo que eu me tornei
Cada levantar de minhas mãos
Cada xícara de café
É aumentado
Pelas coisas que fiz
As coisas que eu vi, as coisas que eu motivei
Eu sou um homem morto marchando
O martelo que uma vez já empunhei,agora repousa sobre mim
Projetando uma sombra, como uma cruz em mim
As multidões estão todas me zombando
Do que me tornei, estão todas me zombando
Sou um homem morto marchando, um homem morto marchando

Ícone do movimento grunge, o PJ coleciona feitos nas últimas décadas. Eric Weisbard, da revista Spin, disse em 2001 que “o grupo que uma vez foi acusado de tocar um grunge sintético agora parece tão orgânico e baseado em princípios quanto existe”. Enquete realizada pelo jornal USA Today, em 2005, teve o Pearl Jam votado como a maior banda americana de rock de todos os tempos.
Em abril de 2006, a banda recebeu o prêmio de “Best Live Act” (“Melhor Atuação ao Vivo”) do Esky Music Awards, da revista Esquire. A sinopse se referiu ao grupo como “as raras superestrelas que ainda tocam em cada show como se pudesse ser o último”.
(Com informações de Spin, Rolling Stone e Esquire)
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