Com paciência e frieza

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POR GERSON NOGUEIRA

Não foi uma atuação brilhante, foi apenas dentro dos limites da necessidade. Tranquilo e frio, o Papão jogou o suficiente para fazer 2 a 0 e administrar a vantagem sobre o limitado time do São Raimundo, sem se expor a grandes riscos e evitando um desgaste maior para o clássico de domingo.

No começo do primeiro tempo, poucas jogadas agudas, quase nenhuma emoção. As condições climáticas também não contribuíam para fazer o jogo esquentar. Disputada sob chuva, a partida apresentava duas equipes com objetivos bem diferentes.

O São Raimundo, que precisava vencer, temia abrir suas linhas e ser envolvido pelo toque de bola do Papão. Já o time de Marquinhos Santos, ciente da obrigação de conquistar nova vitória, postou-se de maneira a esperar o momento propício para construir o placar.

A rigor, a situação só surgiu claramente após os 25 minutos, quando as jogadas pelo lado direito, puxadas pelo estreante Mateus Lima (ex-Desportiva), passaram a prevalecer sobre a marcação do time santareno. Foi assim que, aos 35’, em cruzamento no segundo pau, Mateus acionou Cassiano, que se livrou de dois zagueiros e bateu na saída do goleiro Jader.

O gol deixou o São Raimundo ainda mais desnorteado. Não sabia se buscava uma forma de reagir ou se reforçava o setor defensivo para evitar nova queda. Acabou não fazendo nem uma coisa, nem outra. O segundo gol surgiu apenas dez minutos depois.

Dessa vez, a construção da jogada envolveu mais gente. A bola passou pelo meio-campo e chegou a Pedro Carmona, que havia entrado minutos antes. O jogador nem perdeu tempo dominando a bola. Tocou de primeira, rasteiro, sem defesa.

No 2º tempo, a burocracia predominou. Os times pouco iam ao ataque. O Papão não queria arriscar as canelas. O S. Raimundo não tinha força para empreender uma blitz. No fim, placar inalterado e nova vitória bicolor no Parazão. Campanha 100% e ânimo em alta para a batalha do Re-Pa. (Foto: Fernando Torres/Ascom-PSC)

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Mundico sofre com baixa produção e erro de bandeirinha

Depois do jogo, o técnico do São Raimundo foi breve e certeiro na análise da partida. Seu time, segundo Vladimir de Jesus, não soube marcar, foi tímido demais, respeitou em excesso os bicolores. Quando tentou sair, não teve agressividade para efetivamente incomodar a defesa adversária.

Para piorar, quando finalmente achou o gol (Romário, aos 41’ do segundo tempo), o auxiliar inventou um impedimento que ninguém viu. Coisas da vida. O certo é que o simpático alvinegro santareno precisa refazer suas forças para receber o atrevido Galo Elétrico, domingo, no Barbalhão.

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Leão encanta por 25 minutos, depois desaba

O Remo viveu uma noite meio Frankestein na terça-feira. Entrou de forma arrasadora contra o Águia, trocando passes, exibindo um grande poder de aproximação no meio-campo e intensidade no ataque. Quase marcou logo aos 30 segundos. Em seguida, fez o gol logo a 1’25” e ainda perdeu mais quatro ou cinco chances claras antes dos 20 minutos.

A torcida parecia nem acreditar no que via. Um time completamente transformado em comparação com o amontoado de jogadores no jogo de sábado contra o Independente, em Tucuruí. Desta feita, todos participavam, ninguém arrefecia na marcação, não havia bola perdida. Adenilson, Geandro, Felipe Marques, Esquerdinha, Isac e os estreantes Fernandes e Mimica se sobressaíam sobre os demais.

Parecia quase um milagre. No intervalo, ao comentar a atuação na jornada da Rádio Clube, falei que o único pecado da equipe tinha sido o desperdício de oportunidades. Como se sabe, em futebol dia de fartura é véspera de aperreio. Não deu outra. No segundo tempo, o Remo voltou a ser o time lento e travado de outros momentos neste campeonato.

Não saía de seu campo, aceitava a semipressão exercida pelo Águia e não lembrava mais da inversão de papéis e muito menos da agressividade pelos lados do campo, agora ocupados pelos garotos Di Maria, Guga, Samuel e Felipinho. Quase sofreu o empate aos 16 minutos, em disparo forte de Samuel que estourou no travessão.

Logo em seguida, Léo Pará perdeu gol certo diante do goleiro Vinícius. Só então Ney da Matta resolveu mexer no time. Tirou Adenilson, cansado, e pôs Jefferson Recife. Tirou Isac e lançou Jayme. Os dois, num lance de extrema felicidade, foram responsáveis pelo segundo gol.

Antes, o volante Yuri bateu recorde de permanência em campo. Entrou aos 32 minutos, substituindo a Leandro Brasília, e foi expulso aos 34’.

O Remo destemido e ofensivo dos 25 minutos iniciais mereceu aprovação total. O Remo medroso e acuado da etapa final foi inteiramente reprovado.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 25)

6 comentários em “Com paciência e frieza

  1. O clássico de domingo prometo ser repleto de emoções pois pela primeira vez temos os combatentes em boas condições de jogo.
    Pela dificuldade normal encontrada pelas equipes num jogo com estas características coloco um empate neste primeiro RexPa de 2018!

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  2. 1429 pagantes na curuzu!?Papinha vindo de vitória em Castanhal!
    Já no mangueirão 6.055 pagantes, Remo vindo de uma derrota de Tucuruí!
    Cadê a “fiel”? Só quer aparecer em Rexpa para depois dizer o ano todo que é “grande” só pelo publico de Rexpa?kkkkkkk
    Fato: 15mil pagantes é muito e luxo para o paysandu.

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  3. Houve impedimento no gol do São Raimundo, caro Gerson. Inclusive, na transmissão, viu-se que estava um pouco à frente da linha da zaga, no momento da cobrança da falta. Lance difícil, porém o assistente foi perfeito na marcação.

    Vejo o Paysandu com amplo favoritismo no clássico, apesar de ter sido a última equipe a se apresentar para a atual temporada. Vi esses dois últimos jogos do Remo e confesso que achei esse time azulino mais fraco que o de anos anteriores, sem dúvida… Mas o futebol não é uma “ciência” exata.

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