POR GERSON NOGUEIRA

O Remo está diante de mais um grande desafio fora de casa. Enfrenta o Bahia hoje à noite, na Arena Fonte Nova, em Salvador, pela 5ª fase da Copa do Brasil, precisando reagir à sequência negativa. A competição é outra, mas a decepcionante campanha na Série A também entra em campo.

Na cabeça do torcedor, não há distinção: é um mesmo time do Remo disputando duas competições diferentes. O que está em pauta é o rendimento mostrado nas partidas recentes, o que inclui a pífia apresentação contra o Águia pela Copa Norte.

São fatores que redobram a pressão sobre o time de Léo Condé para uma partida naturalmente difícil contra o bom time do Bahia dentro de seus domínios. A acachapante goleada de 4 a 1 pela Série A, em Belém, única vitória do Leão no Brasileiro, já parece até distante após os recentes resultados ruins.

As circunstâncias da derrota frente ao RB Bragantino, no domingo, também inquietam a torcida. Os muitos erros individuais cometidos, agravados pela impressionante desatenção no início do 2º tempo, entregando dois gols bobos, geram inquietação.

Quanto ao desempenho geral do time, a perda de competitividade nos 20 minutos finais sinaliza problemas de condicionamento, em função da maratona de jogos. Contra o Bahia, a expectativa é por uma escalação mais conservadora, com meio-campo reforçado para buscar um bom resultado.

Vítor Bueno, que entrou aos 35 minutos do 2º tempo, deve ser escalado como titular, voltando a fazer a função de meia de aproximação com Taliari e Jajá. Na linha de volantes, é provável que Condé utilize Leonel Picco ao lado de Zé Welison e Patrick.

A dobra pelo lado direito, com Matheus Alexandre marcando e Marcelinho atacando, funcionou apenas parcialmente, mas pode ser repetida. A estratégia natural é garantir um placar que mantenha a decisão em aberto para o confronto da volta, no Mangueirão. (Foto: Luís Carlos/Ascom Remo)

Técnico faz elogios à “cria” que não apoiou

Em entrevista a um portal nacional, o técnico Márcio Fernandes, que passou recentemente pelo PSC, surpreendeu ao derramar elogios ao volante Pedro Henrique, joia bicolor que acaba de ser negociado com o Flamengo.

Além de destacar as qualidades técnicas do jovem atleta, o treinador fez questão de enaltecer a mentalidade vitoriosa de Pedro Henrique. “Ele não aceita de perder”, reivindicando o lançamento da cria no time profissional do Paysandu na Série B 2025.

É verdade que Márcio colocou Pedro Henrique no intervalo do jogo com o Avaí, na Curuzu, mas não explicou o motivo de ter evitado escalar o volante logo que assumiu o comando da equipe. Optou por jogadores importados que não rendiam absolutamente nada.

Por questão de justiça, deve-se reconhecer que Pedro Henrique só foi prestigiado como titular pelo auxiliar técnico Ignácio Neto, que substituiu Márcio nas três partidas finais da Série B.

Torcedor não bota fé na Seleção de Ancelotti

A menos de dois meses para a Copa do Mundo, a confiança dos brasileiros na Seleção é a menor já registrada nos últimos 30 anos. Segundo pesquisa Datafolha, entre as favoritas ao título, para os brasileiros, a França lidera com 17% das menções, seguida por Argentina e Alemanha, ambas com 4%. Portugal, Espanha, Estados Unidos e Inglaterra vêm a seguir.

No geral, a soma dos rivais chega a 34%, superando o índice da seleção brasileira, que registra 29%, o que reflete a perda de protagonismo ao longo dos anos. Foram ouvidas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 137 municípios do Brasil, entre os dias 7 e 9 de abril.

O Datafolha mede a expectativa do torcedor em relação ao título mundial desde 1994. Até 2014, ano da Copa realizada no Brasil, os índices superavam 56%. Em julho de 2025, antes da chegada de Carlo Ancelotti, a mesma pesquisa apontou 33% de torcedores confiantes no título.

Fifa decide imitar cafonice do Super Bowl

Um ato de profundo desrespeito com a Copa do Mundo – e com o rock. Assim pode ser explicada a decisão da Fifa em relação à final do Mundial de 2026. Pela primeira vez na história, haverá um ‘show do intervalo’, cafonice que piora ainda mais quando o pop rastaquera do Coldplay entra em cena nos 30 minutos destinados à presepada.

É uma forma patética de imitar o Super Bowl e seus exageros tipicamente americanos. Vale dizer que alguns shows programados para o intervalo na NFL acabam se tornando mais memoráveis que os próprios jogos.

Na Copa, a interrupção será aos 22 minutos do 1º tempo. A bola vai deixar de rolar para o mundo acompanhar as canções melosas do Coldplay, banda que enganou com um excelente disco de estreia e depois mergulhou em canastrices.

Após o show, virá a parada normal entre os dois tempos. É o que acontece quando gente que não é do ramo está no comando do esporte.

Lembrete

A coluna foi finalizada antes do final da partida Paysandu x Vasco, pela Copa do Brasil. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 22)

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