Era coroada com Mundial de 2005 antecipou “apagão” tricolor

Sp-afp

O tricampeonato mundial do São Paulo aniversariou pela 12ª vez nesta segunda-feira. A vitória por 1 a 0 sobre o inglês Liverpool, no dia 18 de dezembro de 2005, coroou uma era hegemônica do Tricolor, que em seguida conquistaria o Campeonato Brasileiro três vezes seguidas (de 2006 a 2008).

O que se passou com o clube do Morumbi após esse período, no entanto, nada remete às suas glórias do passado. Em nove anos, a agremiação foi seriamente ameaçada de rebaixamento em três edições do torneio nacional e comemorou apenas o título da Copa Sul-Americana de 2012, um oásis em meio ao caos que se instaurava aos poucos no clube. A Gazeta Esportiva listou cinco motivos para a derrocada tricolor.

“Soberba”

Marco Aurélio Cunha, conselheiro e ex-diretor-executivo de futebol, costuma culpar a “soberba” do clube para justificar os fracassos tricolores nos últimos anos, quando assistiu a conquistas de seus maiores rivais.

Desatualização

Internamente, apesar dos quatro títulos angariados (três Brasileiros e uma Sul-Americana), o clube admite que deixou de se atualizar durante a gestão de Juvenal Juvêncio, que foi presidente de 2006 a 2014. Motivo pelo qual teria sido ultrapassado por Corinthians e Palmeiras em termos de modernidade e corrido risco pela primeira vez de cair para a segunda divisão nacional, em 2013.

Corrupção

Após a saída do mítico cartola, contudo, as coisas pioraram pelos lados do Morumbi. Eleito em abril de 2014, Carlos Miguel Aidar foi o líder de uma administração marcada por escândalos. Tanto que durou pouco tempo no poder, renunciando em outubro de 2015 sob denúncias de corrupção.

Crise política

Sucessor de Aidar, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, tampouco desfruta de paz em seu mandato. Sem ter a oposição sob controle, ainda não conseguiu recolocar o clube nos trilhos. Embora tenha trazido de volta ídolos históricos, como Diego Lugano e Rogério Ceni, o mandatário viu o time acumular fracassos em pouco mais de dois anos de presidência, com eliminações precoces em torneios como Campeonato Paulista e Copa do Brasil.

Desmanches

Para piorar, passou sufoco ao brigar desesperadamente contra o rebaixamento no Brasileirão de 2016 e 2017, temporadas em que a diretoria vendeu alguns dos principais jogadores do elenco no meio das competições.

Futuro

Com Dorival Júnior no comando técnico, Raí à frente do departamento de futebol e um novo estatuto em vigor, o São Paulo espera recuperar o protagonismo perdido na última década. A equipe iniciará a pré-temporada em 3 de janeiro, no CCT da Barra Funda, e estreia no Paulista no dia 17, diante do São Bento, em Sorocaba. (Da Gazeta Esportiva) 

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