Jurista contesta Gilmar Mendes: caixa 2 é crime previsto em lei

18 de março de 2017 at 12:52 3 comentários

Jurista Luiz Flávio Gomes rebate a interpretação “livre” do ministro do STF sobre o caixa 2 das campanha eleitorais.

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Feira do Som E o mundo se curva ao país do golpe

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  • 1. Jorge Paz Amorim  |  19 de março de 2017 às 10:59

    Gilmar sabe que é crime de corrupção levar propina pra atender interesses dos donos dos negócios no país. No entanto, atualmente nem FHC fala mais de política do que ele, o que nos leva crer que pretende ser ungido à presidência do país exatamente pelos que promete anistiar.
    Esclarecendo, se Temer cair a curto prazo, o artigo 81, da CF, determina eleição do sucessor pelo Congresso. Não esquecer que Gilmar é da patota do ‘Príncipe da Privataria’, logo, dado a cavalos de pau.
    Como seu correligionário aprovou a reeleição, ao custo de 200 mil dinheiros por cabeça, durante seu mandato, Gilmar pode muito bem adiar as eleições de 2018, caso assuma um mandato tampão, convocando antes um plebiscito a pretexto de dar ao povo o direito de escolha do sistema de governo. Simples assim, todavia, solução tão nefasta quanto as reformas temerárias.

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  • 2. Antonio Oliveira  |  19 de março de 2017 às 14:34

    Duas coisas, dentre outras, podem ser destacadas deste vídeo.

    A primeira delas é que independentemente do que diz o Gilmar,, o caixa dois é crime, sim. Tanto é que se está buscando meios de anistiá-lo. Ora se não fosse crime, não havia motivo para anistia.

    Se procurar, é provável até que se encontre vídeos do Gilmar dizendo o oposto do que diz agora. Aliás, fui ler o artigo citado pelo jurista no vídeo e passei a acreditar que o caixa dois possa ser considerado crime, inclusive no sentido do próprio código penal.

    A segunda, é que além de contestar o Gilmar, o jurista faz uma firme e expressa acusação a todos os partidos, inclusive o pt e o psdb, de nos roubarem a todos, uma verdadeira fortuna diariamente, através do caixa 2.

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  • 3. lopesjunior  |  19 de março de 2017 às 23:39

    Caro Oliveira, então, o financiamento de campanhas políticas é um problema em si. Por exemplo, a questão de empregadas domésticas no Brasil. Resolveu-se o problema delas com a garantia dada a elas sobre os mesmos direitos dados a trabalhadores não-domésticos. Parece que o problema é ter que pedir dinheiro a alguém, porque isso obriga à transparência. Nos EUA a campanha de arrecadação é quase a mesma coisa que o Criança Esperança. Isso quer dizer transparência. Isso democratiza o debate porque ao pedir o dinheiro do eleitor, o partido vai ter que explicar direitinho como pretende governar e como vai gastar durante a campanha. Isso também gera o interesse do povo em participar de política. Parece que os políticos, principalmente os de direita, pretendem manter-se distantes dessas questões, pois o sistema que aí está, os favorecem. Campanhas nacionais, num país continental como o Brasil, precisa sim de grande apoio financeiro, mas é preciso pensar em inovações na Lei eleitoral para tanto. Dei uma sugestão que não é minha, mas com a qual concordo. E vocês?

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