POR GERSON NOGUEIRA
Dois predestinados foram decisivos na classificação do Remo à final da Copa Verde 2015. Dadá e Sílvio. Ambos paraenses, com histórias diferentes, mas com um traço comum: a confiança inabalável na vitória, mesmo quando tudo indicava que o Leão ficaria de novo pelo caminho. Mais que os dois gols que empurraram a decisão para as penalidades, ambos foram símbolos da reação azulina contra a descrença quase geral.
Dadá marcou o primeiro gol quase ao final do primeiro tempo. Um tubo, disparado de longa distância. Os locutores costumam chamar chutes assim de pombo sem asa. O goleiro Emerson foi nela, mas não havia muito o que fazer. A bola resvalou no travessão e caiu no fundo das redes. Golaço.
Antes desse gol, o jogo tinha sido muito equilibrado, com poucos lances de perigo. Roni havia feito inúmeras jogadas em direção à área, mas não conseguia dar sequência. O Papão, mais preocupado em se defender, tentava sair com Bruno Veiga e Aylon, mas sofria muito com a ausência de Pikachu. Djalma não repetia a boa atuação da goleada sobre o São Francisco. Radamés não disse a que veio e a escalação de Leleu mostrou-se equivocada.
Depois do gol azulino, o Papão viu-se na obrigação de sair um pouco mais, mas o segundo tempo foi quase totalmente do Leão. Dadá se consolidou como o grande maestro do meio-de-campo, defendendo e ajudando a distribuir jogadas, secundado por Bismarck e Roni, que se movimentavam bastante, tornando difícil o trabalho da marcação.
Dado Cavalcanti botou Leandro Canhoto no jogo, mas ele mal foi notado. Cacaio foi mais feliz nas mexidas, principalmente com Val Barreto e o garoto Sílvio. Apesar de superior no jogo, o Remo via o tempo passar e o segundo gol não saía. Até que Roni roubou uma bola no campo de defesa, aos 41 minutos, tocou para Bismarck e este lançou Barreto pela esquerda. O chute saiu forte, obrigando o goleiro a espalmar nos pés de Sílvio, que tocou para o barbante.
O placar de 2 a 0 levou a partida para as penalidades. O Papão, que havia sido dominado, se reenergizou para as cobranças. O Remo, que havia lutado tanto para reverter a desvantagem, se encheu de confiança para a série decisiva. Depois dos dez chutes, vantagem azulina: 5 a 4. Carlinhos desperdiçou um pênalti e Levy bateu o quinto e último da série remista, estufando as redes e abrindo a festa no estádio Jornalista Edgar Proença.
Dadá, Roni, Bismarck, Max, Alex Ruan e Ilaílson foram os principais nomes do Remo. Ameixa e Sílvio mostraram raça, bom futebol e espírito de decisão. Cacaio reafirmou a sua importância na recuperação do time.
Renda no Mangueirão – R$ 491.063,00. Pagantes: 21.861 (2.768 não pagantes). Público total – 24.629. Papão tinha o dobro de torcedores nas arquibancadas e, pela terceira vez seguida, venceu o duelo de público neste ano.
Deixe uma resposta para Édson da vovó – meu time nunca fugiuCancelar resposta