Botafogo, finalista com drama e competência

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POR JUCA KFOURI

Pelo futebol apresentado no primeiro tempo no estádio Nilton Santos, o 2 a 1 para o Botafogo sobre o Fluminense não era justo, apesar de Gum ter cabeceado uma bola no travessão quando já estava 2 a 0.

Mas era justo porque o primeiro gol botafoguense, logo aos 6 minutos, de Fernandes, complementou jogada de Rodrigo Pimpão em claro impedimento, numa falha do levantador de bandeirinha que pode lhe ajudar a subir na vida na Ferj.

Como no Carioquinha dois empates valem mais que uma vitória, isto é, dois pontos valem mais que três, e o Botafogo perdera o jogo de ida por 2 a 1, o Alvinegro precisava de mais um gol.

Aproveitando-se da letargia do Fluminense, desfalcado de Fred pela lei da mordaça da Ferj, o Glorioso seguiu muito melhor e numa falha de Wagner no meio de campo, Gegê que entrara no lugar de Elvis, machucado com 20 segundos de jogo, roubou-lhe a bola, deu para Gilberto que lançou Bill para fazer 2 a 0, depois de chutar em cima de Diego Cavalieri e ter a sorte de o rebote sobrar em seu pé.

O Botafogo esmagava o Fluminense como se fosse um elefante contra uma formiga.

Mas nunca se deve desprezar as formigas e eis que no fim dos 45 minutos iniciais foi a vez Willian Arão, que salvara o time no primeiro jogo,  bobear no meio de campo e permitir que Wagner lançasse Kenedy que acabou derrubado na área pelo goleiro Renan: Jean descontou na cobrança perfeita do pênalti.

O Flu voltou para a etapa final com Robert no lugar de Wagner que, de fato, jogava mal, muito mal.

O gol no fim acendeu o Tricolor e esfriou o fogo do Alvinegro.

O garoto Robert logo pôs o menino Gérson na cara do gol e em seis minutos a turminha de Xerém criou duas claras chances para empatar.

Renê Simões logo sacou Fernandes e pôs Luis Ricardo no jogo.

Jogava-se também xadrez no estádio que, enfim, tem o nome da Enciclopédia do Futebol e quem avançava suas peças era Ricardo Drubscky.

O Botafogo que Renê Simões queria de “pernas frescas” cedia desgastado diante da garotada e depois de estar todo Pimpão no primeiro tempo, trocou-o por Jobson no segundo, aos 20.

No primeiro lance, Jobson exigiu uma senhora defesa de Cavalieri.

O Flu trocara Giovanni por Renato e Vinicius por Marlone e tentava voar enquanto o rival buscava mais segurança.

Aos 32, de novo, agora com o pé, Gum carimbou o travessão.

O Botafogo pagava por ter jogado no meio da semana e o Flu sobrava no gramado num embate testemunhado por menos de 14 mil pagantes, porque Rubinho é gênio.

O segundo tempo do Flu mais o erro do levantador de bandeirinha justificavam plenamente o empate que não vinha, apesar do heroismo botafoguense.

Dos onze jogadores alvinegros em campo, Carleto saía de maca, Marcelo Mattos sentia câimbras e Bill estava baleado no tornozelo.

A torcida botafoguense, em maioria, rezava para que viessem os pênaltis.

É claro que o campeão da Taça Guanabara, ao vencer o segundo jogo pelo mesmo placar da derrota no primeiro, deveria ser o finalista.

Mas, repitamos, Rubinho é gênio e, lembremos, o presidente do Botafogo, seu aliado, aprovou o regulamento.

Os jogadores, contudo, não têm nada a ver com isso e não mereciam ter de se submeter a mais uma provação, esgotados que estavam.

Veio a decisão na marca da cal.

A batalha entre a experiência esfalfada e a inexperiência descansada.

O Flu sem Fred, mas com Cavalieri.

O Botafogo sem Jefferson, e esfalfado.

Kenedy bateu e Renan pegou.

Marcelo Mattos bateu e Cavalieri defendeu.

Jean fez 1 a 0 Flu.

Gegê empatou.

Gérson recuou para Renan pegar.

Gilberto fez 2 a 1 para o Fogão.

Renato empatou.

Carleto fez 3 a 2 para o Botafogo, como se deve nestas horas: uma bomba!

Marlone soltou outro petardo e empatou.

Diego Giereta atrasou para Cavalieri.

Começaram as cobranças alternadas.

Gum pôs o Flu na frente.

Renan Fonseca empatou sabe deus como.

Marlon repôs o Flu na frente.

Jobson empatou: 5 a 5.

Edson insistiu em deixar o Flu em vantagem.

Bill, baleado, mancou, e empatou: 6 a 6.

Robert fez 7 a 6.

Luis Ricardo empatou outra vez, na nona cobrança.

Wellington Silva fez 8 a 7.

Willian Arão empatou.

Chegou a vez de Cavalieri.

O goleiro do Flu bateu nas alturas.

O goleiro Renan bateu e classificou o Glorioso.

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