![]()
O Paissandu anunciou oficialmente, no começo da tarde desta terça-feira, a demissão do técnico Givanildo Oliveira, 64 anos. Depois de seis partidas, o veterano treinador não conseguiu nenhuma vitória no Campeonato Brasileiro da Série C 2012. Em seis partidas, o treinador empatou cinco e perdeu uma. Os empates ocorreram diante do Salgueiro-PE (1 x 1), Icasa-CE (1 x 1), Luverdense-MT (2 x 2), Guarani de Sobral-CE (1 x 1), Santa Cruz (0 x 0); a derrota foi para o Fortaleza (3 x 1). Foi o pior desempenho de Givanildo no Paissandu e no futebol paraense. Antes, ele havia dirigido o time em 1987, quando foi campeão paraense. Voltou em 2000, quando conquistou o bicampeonato paraense, o Campeonato Brasileiro da Série B (2001), Copa Norte, Copa dos Campeões 2002 (classificando o time para a Taça Libertadores 2003). Depois disso, voltou em mais duas ocasiões, mas ficou por pouco tempo.
Apesar dos maus resultados, a demissão de Givanildo surpreendeu porque havia o consenso de que a culpa pela campanha não podia ser atribuída ao técnico, que pouco indicou jogadores desde sua chegada. O presidente Luís Omar Pinheiro, pressionado por outros dirigentes do clube, decidiu dispensar o treinador e tentar a classificação à próxima fase com uma comissão técnica local, comandada por Lecheva, que dirigiu o time antes da chegada de Giva.
A amigos, o técnico pernambucano confidenciou que já pensava em entregar o cargo, desgastado pelo jejum de vitórias e insatisfeito com a diretoria, que tomava algumas decisões sem consultá-lo. A gota d’água foi a anunciada disposição de trazer o meia Marcelinho Paraíba contra a opinião do treinador. Givanildo criticava também o atraso de salários, que já havia levado a pelo menos duas tentativas de motim do elenco. Reclamava também do excesso de jogadores no plantel e da ausência do presidente. (Com informações da Rádio Clube; foto: MÁRIO QUADROS/Bola)



Deixe uma resposta