Por Camilo Delduque (engenheiro civil)
É o que somos, por opção ignorante, pela insistência de nos sentirmos colonizados, sem voz própria, com a apatia enraizada em nossas vísceras. O instante de abundar a felicidade na cabeça do paraense, principalmente os belenenses, chegou. Chegou a hora de explodirmos as nossas mais ricas idéias enriquecidas de pobres ideais. As férias chegaram e com elas as conseqüências do nosso mutismo. Vamos enfrentar a buraqueira das estradas, o trânsito medonho comandado por motoristas mal educados e deselegantes vigilantes do governo. Quem for a Salinas, subirá em 75 lombadas de dimensões caóticas, uma para cada três quilômetros, em média. Assim, o penitente paraense, ou não, chegará ao inferno dos absurdos, onde habita a extorsão combinada ao matuto oportunismo insensato. Lá, um prato de pescada cozida custa R$ 70,00. Nem pensar em meia-dúzia de caranguejos por R$ 25,00!
Se não sabemos quem somos, nada podemos falar de reclamações encafifadas em solilóquios. Ao acobertarmos segredos de parentes e conhecidos, apanhados em safadezas plenas, reconhecemos nossa incapacidade de nos defrontarmos com a seriedade de uma reclamação.
Belém padece desse cinismo porque ouve um prefeito ignaro e falsificador debulhar seus arrotos megalomaníacos sobre a cambada rude que o elegeu. A cidade de Salinópolis, tal como Belém, merece um administrador com vontade de ser brasileiro e olhar dirigido ao progresso. Parece predestinação, mas, com raras exceções, é sempre a mesma gentalha que se instala nas prefeituras paraenses. Ruas esburacadas, assaltos, lixo, infra-estrutura carente e tantas outras
degradações, dignas de um filme de terror, é o cenário flagrante das nossas bibocas. E alguns ainda querem Salinas, Algodoal, Soure, e tantas outras vítimas do infortúnio, como pólo turístico. Nunca! Otários…
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