Bota comemora 68 anos de unificação

O Botafogo de Futebol e Regatas nasceu oficialmente no dia 8 de dezembro de 1942, como resultado da fusão de dois clubes com o mesmo nome: o Club de Regatas Botafogo e o Botafogo Football Club. Os dois clubes tinham suas sedes no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e se uniram depois de um triste fato. No dia 11 de junho de 1942, os dois clubes disputavam uma partida de basquete pelo Campeonato Estadual e o jogador Albano, do Botafogo F.C., durante o intervalo, caiu em quadra, vítima de um ataque fulminante. A partida foi interrompida a dez minutos do final, quando o placar marcava CRB 21x 23 BFC. O corpo de Albano saiu da sede de General Severiano e, quando passava em frente ao Mourisco Mar, o então presidente do C.R.Botafogo, Augusto Frederico Schimidt, disse: “Comunico nesta hora a Albano que a sua última partida resultou numa nítida vitória. O tempo que resta do jogo interrompido os nossos jogadores não isputarão mais”. O então presidente do Botafogo Football Club, Eduardo Góis Trindade, respondeu: “Nas disputas entre os nossos clubes só pode haver um vencedor, o Botafogo!” Schimidt então selou a fusão: “O que mais é preciso para que os nossos dois clubes sejam um só?”.

Com a fusão foram feitas apenas três alterações: a bandeira perdeu o escudo das letras entrelaçadas do CRB e ganhou a estrela solitária do Botafogo Football Club; a equipe passou a usar calções pretos e a bandeira ganhou um retângulo preto, com uma estrela branca ao alto. Nos anos 30, durante a cisão entre amadores e profissionais, o Botafogo conquistou o único tetra do Campeonato Carioca, representado por quatro estrelas acima do escudo na camisa. Atualmente, porém, o Botafogo não utiliza mais essas estrelas complementares, deixando apenas a do escudo e fazendo valer o apelido de Estrela Solitária.

O primeiro título veio seis anos depois, em 1948, com Carlito Rocha como dirigente e o cachorro Biriba como mascote, derrotando em General Severiano o lendário Expresso da Vitória, do Vasco da Gama. Os anos que se seguiram foram marcados por vitórias e ídolos. Em 1957, o título carioca foi conquistado com uma histórica goleada por 6 a 2 sobre o Fluminense. O time alvinegro reuniu craques como Garrincha, Nilton Santos, Didi, Quarentinha, Amarildo, Paulo Valentim e Zagallo, conquistando três Campeonatos Estaduais, três Rio-São Paulo e servindo de base para a Seleção Brasileira que conquistou as Copas do Mundo em 1958 e 1962. Outro time glorioso foi o de 1967-1968, que conquistou o bicampeonato carioca e a Taça Brasil.

A volta dos títulos começou em 21 de junho de 1989, na histórica vitória de 1 x 0 sobre o Flamengo, quebrando o jejum de 20 anos com uma campanha invicta. No ano seguinte veio o bi, em 1993 a Copa Conmebol e, em 1995, o Campeonato Brasileiro, comandado por Túlio, Gonçalves e Donizete, entre outros. No mesmo ano, o clube voltou para a antiga sede, onde a torcida comemorou a Taça Guanabara (com 100% de aproveitamento) e o Campeonato Estadual de 1997. Para completar a década, o tetracampeonato do Rio-São Paulo em 1998.

Como nada é fácil para o Botafogo, o clube voltou a passar por dificuldades. A maior delas foi a queda para a Segunda Divisão em 2002. No ano seguinte, entretanto, abraçado por sua torcida, o time garantiu o acesso. Em reconstrução, o Botafogo conquistou o Carioca em 2006 e chegou a três finais consecutivas nos anos seguintes, conquistando o título estadual de 2010, após vencer a Taça Rio e a Taça Guanabara. Paralelamente a isso, em 2007 ganhou a licitação para administrar o Estádio Olímpico João Havelange durante 20 anos. (Do site oficial do Botafogo)

5 comentários em “Bota comemora 68 anos de unificação

  1. Botafogo honra e glória do futebol brasileiro.
    “Feliz da criatura que tem por guia e emblema uma estrela. Por isso é que o Botafogo está sempre no caminho certo, o caminho da luz. Feliz do clube que tem por escudo uma invenção de Deus.” (Aramando Nogueira).
    “O Botafogo é bem mais que um clube – é uma predestinação celestial.” (Armando Nogueira)

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  2. Apesar de ser filho de um Botafoguense não torço pro alvi-negro.Somente pro PAPÃO o MAIOR DO NORTE EM TODOS OS TEMPOS,assim assinaria embaixo meu pai,falecido e que era louco pelo Paissandu e pelo FOGÃO.Mas em memoria a ele ,ao meu velho sempre que tenho que torcer pra algum time fora do Pará faço-o pelo Fogão.Tenho o sonho de que nós paraenses tmos que torcer pros times do Pará.Mesmo que seja pro já p´re-falecido perebento ,mas pra times do Pará.Mesmo assim Parabens fogão.

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  3. O Botafogo é a própria tragédia grega. No último Rockgol, a frase do humorista Quiroga foi a síntese do que é ser botafoguense: Torcer pelo Botafogo é ficar feliz até a metade do ano. Depois é morrer na praia…

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