Maradona cria novo modelo de concentração

Segundo o Diário Olé deste domingo, Maradona inventou um novo modelo de gestão de uma seleção que disputa a Copa do Mundo. Na contramão dos manuais de auto-ajuda, o técnico conversa com seus jogadores individualmente antes da preleção de cada jogo. Durante a partida, comporta-se como um misto de professor-torcedor. Aplaude cada boa jogada, incentiva os que se aproximam da margem do campo e sai pulando como um louco quando o time vence. Na saída da equipe para os vestiários, abraça um a um dos atletas e segue junto com eles, como se fosse uma pequena legião de guerreiros. Na concentração, em Pretória, reina total liberdade e os jogadores podem entrar e sair quando bem entendem. Suas famílias ficam num prédio ao lado, conversando e jogando pingue-pongue. Das 15h até 21h, todos os dias, mulheres (ou namoradas) e filhos podem ver e falar com os jogadores.

O sexo é liberado uma vez por semana. Pela experiência como jogador profissional, Maradona se recusa a seguir a cartilha da disciplina espartana de outros treinadores argentinos. Acredita que o clima de companheirismo e alegria é muito mais saudável que um esquema fechado, sujeito a horários e regras mínimas de convivência.

A imprensa também tem liberdade para cobrir parte dos treinos e entrevistar os jogadores todos os dias. O repórter do Olé chega a admitir, ao final do texto, sua surpresa com a postura de Maradona, que parece sinceramente feliz e desfrutando todos os aspectos do evento. “Inclusive, nós, jornalistas, estamos surpresos porque é a primeira vez que não nos vêem como inimigos”, escreveu, antes de indagar se Messi estaria rendendo tão bem se estivesse concentrado sob um outro sistema. E arrisca dizer que talvez estejamos diante de um novo modelo de concentração de equipes na Copa do Mundo. Resta saber se a experiência inovadora irá contribuir para a conquista do título mundial.

8 comentários em “Maradona cria novo modelo de concentração

  1. Espaço está sobrando para Maradona executar suas inovações e isso pode ser um fator favorável para os adversarios. Se cair de cabeça erguida não será cobrando, mas suponhamos que saia da competição com uma goleada, o que dirão? Dificil de acontecer, mas previsível.

  2. Maradona pode ser doido mas não é burro e muito menos lezo.
    Apamhou muito e aprendeu. Entendeu que de bem com a imprensa todos os seus erros seriam perdoados.Não deu outra. Até sua desalinhada elegancia recebe rasgados panegíricos em portunhol.

  3. ““Inclusive, nós, jornalistas, estamos surpresos porque é a primeira vez que nos vêem como inimigos”, escreveu, antes de indagar se Messi estaria rendendo tão bem se estivesse concentrado sob um outro sistema…”

    COMENTÁRIO:

    Isso é que é horrível na imprensa!!

    Tanto lá em terras portenhas quanto aqui pela pindorama!

    Ela nunca está satisfeita em apenas informar!
    Sempre tenta “criar intriga”. Impressionante!
    Se o Maradona libera jogadores, falam!
    Se fecha treino também falam!
    Impressionante!
    Os caras sempre ficam sem saída!
    Isso é covardia demais!

  4. Caros blogueiros ´c/certeza vcs receberam tambem o trbalho de um jornalista chileno fazendo comparações entre Pelé e Maradona. É covardia. Nosso negão ganha de barbada. É mesmo que comparar um bólido disputando com uma preguiça.

  5. Pior é que com essa loucura toda a Argentina já está nas quartas de final e se passar pela Alemanha, é séria candidata ao título.

  6. Penso que na atual Argentina, técnico é mero detalhe. Guardadas as devidas proporções, a seleção dos hermanos é similar à brasileira de 70, onde a defesa brasileira era pouco nelhor que a da Argentina atual, e do meio prá frente, técnicamente superior aos adversarios. Em 28.06.10, Marabá-PA.

  7. Caro Luis, permita-me discordar, em 70 o ataque do Brasil, tinha simplesmente Pelé e mais, Tostão, Rivelino, Jairzinho e ainda tinha na reserva, PC Caju, Roberto e um pouco abaixo no meio Clodoaldo, Gerson e Carlos Alberto que naquela época já jogava como ala.

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