Segundo o Diário Olé deste domingo, Maradona inventou um novo modelo de gestão de uma seleção que disputa a Copa do Mundo. Na contramão dos manuais de auto-ajuda, o técnico conversa com seus jogadores individualmente antes da preleção de cada jogo. Durante a partida, comporta-se como um misto de professor-torcedor. Aplaude cada boa jogada, incentiva os que se aproximam da margem do campo e sai pulando como um louco quando o time vence. Na saída da equipe para os vestiários, abraça um a um dos atletas e segue junto com eles, como se fosse uma pequena legião de guerreiros. Na concentração, em Pretória, reina total liberdade e os jogadores podem entrar e sair quando bem entendem. Suas famílias ficam num prédio ao lado, conversando e jogando pingue-pongue. Das 15h até 21h, todos os dias, mulheres (ou namoradas) e filhos podem ver e falar com os jogadores.
O sexo é liberado uma vez por semana. Pela experiência como jogador profissional, Maradona se recusa a seguir a cartilha da disciplina espartana de outros treinadores argentinos. Acredita que o clima de companheirismo e alegria é muito mais saudável que um esquema fechado, sujeito a horários e regras mínimas de convivência.
A imprensa também tem liberdade para cobrir parte dos treinos e entrevistar os jogadores todos os dias. O repórter do Olé chega a admitir, ao final do texto, sua surpresa com a postura de Maradona, que parece sinceramente feliz e desfrutando todos os aspectos do evento. “Inclusive, nós, jornalistas, estamos surpresos porque é a primeira vez que não nos vêem como inimigos”, escreveu, antes de indagar se Messi estaria rendendo tão bem se estivesse concentrado sob um outro sistema. E arrisca dizer que talvez estejamos diante de um novo modelo de concentração de equipes na Copa do Mundo. Resta saber se a experiência inovadora irá contribuir para a conquista do título mundial.
Deixe uma resposta