Infante João em estripulias domésticas

Peço licença aos amigos para postar um ensaio fotográfico, via Skype, estrelado pelo infante João Gerson, orgulho do papai aqui. Como são quase inseparáveis, sua mascote Pipoca tinha que ter uma pequena participação especial, só para marcar presença no blog.

14 comentários em “Infante João em estripulias domésticas

  1. Parabéns, Gerson, é isso aí, filho a gente nunca esquece. Imagino a saudade que vc sente estando longe dele. Agora, vc merece estar nessa copa. Aproveite.

    1. Obrigado, amigo Cláudio. Você, como eu, sabe o quanto é duro ficar longe deles. Mas o compromisso profissional fala mais alto e a gente tenta superar, graças à tecnologia, todo esse oceano que nos separa.

      1. Eu entendi perfeitamente, camarada Berlli… e sei também que você entende bem o drama. Rsss.

  2. sim,sou a pipoca.vim aqui ara provar que animais sabem mecher no computador!só não trouxe o tyson porque ele não tem força de apertar as letrinhas aqui…

  3. Sei o que é um filho, por isso,permita-me falar da minha infanta
    ANA JÚLIA
    As crianças pela sua expontaneidade e sinceridade faz qualquer um chegar à reflexões absurdas.
    No dia 1° de amarço aniversariou minha filha Ana Júlia. Naturalmente que gostaríamos de lhe fazer uma grande festa, mas seu pai é professor e endividado do Multicred. Sua mãe aposentada do INSS, endividada da Telemar ou do tucano Jereissati, como queiram. Estava difícil. Mas essa pessoinha, agora completando seis aninhos, falava incessantemente nessa data há dias. Não podíamos decepcioná-la. E como bons brasileiros, o jeito era recorrer àquele pedacinho de plástico duro, de dois gumes: o cartão de crédito. Corremos ao supermercado e compramos o material para um bolinho, já que um pronto e confeitado teria o preço de cinco.. E mais: os convidados eram adultos, portanto a fatia seria maior.
    Assim resolvido em comum acordo com o meu bolso, corremos para casa e fizemos o bolinho só para nós. Colocado o bolo sobre a mesa, o semblante de todos revelavam estarem pensando contar com a sorte e receber uma fatia maior. Bastante compreensível. E foi aí que veio o inacreditável. Na hora em que cantávamos os parabéns, olhei para Aninha e vi, de seus olhos, descendo algumas lágrimas, assim como estão escorrendo no meu rosto ao passar para o papel esse fato. Era algo sublime que eu jamais vira em muitos aniversários de crianças que estive presente. Ela chorava parecia de rara felicidade a ponto de não poder apagar a velinha de seu bolo. As suas mãozinhas, cada uma cobrindo as duas faces, numa expressão de grande emoção, parecia estar noutro mundo, o mundo na inocência. Todos nós a olhávamos surpreendidos com sua ação. Contemplamos quase chorosos e só muito depois a incentivamos a apagar a vela, já sob os aplausos alegres dos poucos convidados.
    Após a série de fotos (duas que restavam do último filme) ela chegou a mim, abraçou-me fortemente e disse como se fora gente grande – “estou muito emocionada”.
    Tudo isso achei de uma grandiosidade infinita, porque a sua alegria que contagia a todos que lhe cercam, a sua autoindependência e principalmente a sua força de espírito, que a faz dispensar ajuda nas suas constantes quedas, e que me deixa perplexo e me fazem acreditar em seu sonho, que é de ser dançarina, mesmo vendo que seus pezinhos não acompanham o seu raciocínio.
    Essas quedas, em razão do seu desiquilíbrio, me deixam revoltado até com Deus – ” Por que Ele permitiu erro médico ao nascer de Aninha”? – e por que as mãos de nossos políticos não vem amputadas como vem seus cérebros? Tudo me deixa impotente para conhecer como Deus comanda a universalidade da vida humana. Só, e talvez, a lei da reencarnação possa nos explicar.

    1. Caro Luiz, sou um chorão de nascença e o que mais emociona são as pequenas grandezas humanas. As lágrimas brotaram ao ler seu relato por entendê-lo tão bem, pois já enfrentei situações muito parecidas ao longo de minhas batalhas pela vida. Parabéns duplos hoje – pelo Dia dos Pais (a data é comemorada hoje aqui na África do Sul!!) e pelo fato de ser o felizardo pai de Ana Júlia por escolha divina. Acredito que o amor que devotamos aos nossos filhos dão a exata dimensão do nosso tamanho como pessoas. E, pelo que acabei de ler, você é realmente um grande sujeito. Daqui meus mais sinceros votos para que sua infanta cresça feliz e forte o suficiente para superar toda e qualquer limitação. Que Deus olhe sempre por sua linda família. Um forte abraço.

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