Depois da exibição de hoje, aqui em Johanesburgo, a Argentina não deixa margem a dúvidas: é o futebol mais bonito de se ver nesta Copa. Eu, fã de dribles e ousadia ofensiva, tenho que me render ao futebol da equipe de Maradona. Na estreia contra a Nigeria, o time oscilou muito, levando um sufoco no final. Messi foi o grande destaque daquela partida. Nesta quinta-feira, diante da Coreia do Sul, La Pulga não foi tão espetacular, mas nos lances em que se envolveu deixou a marca do talento. Quanto esteve bem marcado, o conjunto foi determinante para a vitória. Diria mais: a insistência obstinada em atacar salvou a Argentina de um tropeço. Quando o jogo estava 2 a 1, no começo do segundo tempo, os sul-coreanos chegaram perto do empate, mas aí prevaleceu a força ofensiva alviceleste. Em dois lances de contra-ataque, muito bem tramados, Higuaín matou o jogo. Destaco a força da equipe porque já se nota entrosamento e jogo consistente no meio-campo (e Verón não jogou). Os laterais continuam a não existir, a defesa é hesitante, mas quem se importa? Ao invés de tocar para os lados, como a seleção de Dunga, a Argentina verticaliza o jogo, sempre na direção do gol. E é pra lá que todos os grandes times devem ir.


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