Por Fernando Maia (nandomaia13@hotmail.com)
O futebol-arte do Brasil dá vez à escola “Dunga de ser”. É notório que todo o mundo se encanta com o futebol plástico que a nossa seleção demonstrava em todas as Copas. Podíamos não ser campeões, mas sempre tínhamos gênios em campo e foi assim que o Brasil sempre encantou o mundo. Que técnico não gostaria de ter Pelé, Garrincha, Zico, Sócrates, Falcão, Ronaldos (Gaúcho e Fenômeno), Rivaldo, Romário no seu time, ou os atuais Ganso, Ronaldinho, Diego, Neymar?
É triste ver que em um país com talentos que jorram de uma cachoeira, o nosso técnico, se é que posso dizer assim, leva uma seleção com a qual o mundo não verá lances desconcertantes como lançamentos de 30 ou 40 metros, faltas que entram no gol no limite que as traves permitem. Simplesmente será triste ver uma seleção que tem como sua principal arma a marcação, já que a seleção tem 7 volantes e 1 meia.
Acrescento ainda uma definição do que significa à palavra técnico. Do grego tekhnikós, -ê, ón, artístico, habilidoso, operário, ou puramente pessoa que conhece a fundo uma arte, uma ciência, uma profissão. Fico triste de ver que a seleção canarinho hoje não tem diferença nenhuma em comparação a outras equipes, como Inglaterra e Alemanha, que fazem um futebol tático sem graça, apenas cruzando bolas na área. O que me deixa mais chateado é que, depois de ver tantas seleções brasileiras que sempre desenvolviam futebol-arte, para encontrar novamente este futebol terei que ver a Espanha jogar, que, mesmo assim, nem de longe lembra os nossos craques brasileiros.
Ao final de longos quatro anos espero que essa copa passe rápido e que 2014 venha logo. Ainda peço aos deuses que jogar um futebol bonito não seja pecado, porque espero que Ganso, Neymar, Pato, André e Diego estejam nesta futura seleção e com isso eu possa vê-los de perto, pois futebol não é aplicação tática, e sim uma arte.
Deixar mensagem para Luiz Antônio de Castro Cancelar resposta