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Por Mauro Cezar Pereira
Na visão de dunguistas e outros contrários à ida de Ronaldinho Gaúcho ao Mundial de futebol, o melhor é deixá-lo de fora porque “não se envolve, não se compromete”. Ok! Todos têm o direito de desejar a presença deste ou daquele jogador na Copa do Mundo. Até Dunga, claro.
Mas convenhamos, Robinho, nome mais do que certo no tal “grupo”, é exemplo de comprometimento? Mesmo depois de sair do Manchester City, que nele investiu pesado, sem dar retorno? E Adriano, que rompeu contrato com a Internazionale e anunciou o fim da carreira para depois voltar ao Flamengo?
“Ah, mas ele deixou Dunga na mão na Copa América, quando pediu dispensa”, alegam outros. É verdade, reivindicaram o direito às férias, com toda razão, diga-se de passagem, Ronaldinho e Kaká, o intocável. Então podemos concluir que não é bem por aí…
Outro argumento é o dos sem memória? Gente que repete falsas verdades com tamanha convicação que chega a assustar. De tanto que repetem algo, passam a crer naquilo. Esses dizem que Ronaldinho “nunca jogou bola na seleção”. Isso mesmo. Nunca! Ah, é? Tá bom.
Então vamos refrescar a memória. O cara foi campeão do mundo em 2002, no time que tinha Ronaldo e Rivaldo como estrelas, mas que dificilmente levantaria a taça se ele, o Gaúcho, não estivesse ao lado. Duvida? Então veja os vídeos abaixo e reflita.
Ronaldinho é talento brasileiro, a cara do futebol que nasce por aqui. Em forma, é letal para adversários. Se jogou uma boa Copa e afundou na seguinte é culpa dele, dos companheiros de time e da comissão técnica, incompetente para tirar o melhor do então melhor do mundo.
É verdade que o camisa 80 do Milan não foi bem em chances a ele dada por Dunga. Rejeito, veementemente, essa forma de definição dos convocados. Ora, o jogador é bom, se vai mal no time é culpa só dele? Um craque deve ser testado? Não cabe ao técnico saber utilizá-lo. Quanta arrogância!
A ida de Ronaldinho à África do Sul não seria garantia de sucesso, claro, mas há de se tentar. Até porque seu comportamento pouco profissional em momentos da carreira equivale ao de personagens queridinhos de Dunga. Abrir mão de resgatá-lo no time da CBF é um erro. Talvez covardia. (Da ESPN)
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