Belém, Pará, Brasil
“Ó Pará, quanto orgulha ser filho, de um colosso, tão belo e tão forte, juncaremos de flores de brilho, do Brasil sentinela do norte, e ao deixar de manter esse brilho preferimos mil vezes a morte”.
Os políticos de mais expressão e os grandes empresários paraenses bem que podiam levar ao pé da letra esse trecho do belo hino paraense! Só assim fariam alguma coisa de útil por nós. Perdemos a Copa para o poder financeiro porque melhor estrutura eles não tem.
Quando estudo a história paraense fico orgulhoso ao saber de onde vem a raiva que os amazonenses tem de nós. Na época do Império, Belém era a grande cidade e deixava Manaus e São Luiz, com todo respeito, batendo o escanteio para Belém cabecear. Hoje, ao assistir os telejornais e ver quase sempre a cara do Artur Virgílio sinto que a história mudou. A cara dele transmite o poder político do Amazonas e fico triste ao constatar que não tem ninguém assim pelo Pará. Nossos políticos e empresários só pensam em explorar votos e riquezas desse “Gigante Escravo da Ganância”. O pior é que o povo é tão carente de informação que é incapaz de mudar isso.
Bem que poderíamos acolher a música “Belém, Pará, Brasil”, do Mosaico de Ravena, como nosso novo hino, pois assim talvez a famosa vergonha na cara desse as caras pelas bandas daqui. Utopia, todos acham essa música uma obra de arte, mas continuam abrindo o sorriso para os “Ricardos Teixeiras” e “seleções brasileiras” que pisam literalmente aqui, além de continuar tomando Coca-cola (que investiu pesado em Manaus) em vez de prestigiar o nosso guaraná.
Melhor assim. Se nossos jacarés tropeçassem “neles” poderiam nos levar à Suprema Corte e fazer uma intervenção no Pará.
Aderson Santos de Vasconcelos
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