Cadê a vergonha na cara?

Caso o presidente da FPF tivesse algum tipo de compromisso mais verdadeiro com o futebol do Pará e com os paraenses, a essa hora já teria comunicado oficialmente ao seu “amigo” Ricardo Teixeira que não iria mais chefiar a delegação brasileira na Copa das Confederações.

Poderia alegar uma série de razões. A primeira: o constrangimento pela vergonha que Teixeira impôs a Belém. A segunda: solidariedade ao torcedor paraense, um dos mais apaixonados do Brasil, que foi barrado na festa da Copa do Mundo. E em terceiro: pela condição de legítimo paraense, presidente da Federação de Futebol, que não pode trair sua gente.

Claro que isso é puro delírio, pois o presidente da FPF jamais perderia tal “honraria”. No fundo, a FPF está pouco ligando para o Pará, para Belém e para a torcida paraense. Comporta-se como um órgão burocrata e distante, indiferente à paixão sincera do torcedor pelo futebol.

O único compromisso dessa gente é com seus próprios interesses. Vergonha na cara é artigo que eles desconhecem.

5 comentários em “Cadê a vergonha na cara?

  1. Como são deprimentes estas manias de perseguição, estas respostas prontas a cada derrota que sofremos. O mundo nos odeia, todo mundo quer nos destruir. Somos os melhores em tudo, mas ninguém gosta de nós. Representamos o bem, os outros são o mal e acabamos derrotados. O problema é que isso acontece sempre. Querem até matar o Nunes e destruir a Coca-Cola para mitigar a frustração. Já não é hora de virar o disco e admitirmos nossa incompetência e despreparo? A propaganda parcial em favor de Belém só levantou os pontos positivos (tão poucos) e ignorou solenemente os infinitos pontos negativos. O tal “critério técnico” era a tábua de salvação, nossa única esperança exatamente porque era o único ponto a nosso favor. Em todos os demais, perdíamos de goleada. E perdemos todas as disputas porque nos falta preparo. De qualquer modo, a desculpa está sempre na ponta da língua: “ninguém gosta de nós”. Ou mudamos de mentalidade ou será sempre assim.

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    1. É, Roberto, cada um recebe as patadas do jeito que lhe convém. Eu, particularmente, não engulo os arranjos e rasteiras de bastidores. Não me conformo com o tradicional “é tudo assim mesmo, nada vai mudar”. Independentemente das falhas locais na condução da candidatura, não se pode vendar os olhos para os altos interesses em jogo e para a omissão das autoridades locais – em que se destaca, sim, o sr. Antonio Carlos Nunes, “aliado” e “amigo” do presidente da CBF. Ora, que amizade é essa que sempre traz prejuízos ao futebol do Pará? Como presidente de federação tem que sair em defesa dos interesses do futebol local – ou não? Há quem não veja nada errado nessa postura. Há também os que preferem dourar a pílula, culpando a chuva, o sol, o granizo etc. Eu não. Vou ao ponto e procuro exprimir o que penso, sem rodeios ou falsas reverências.

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  2. Gerson em muitas Culturas os “trairas” conseguem perceber seus atos covardes e em tempo cometem o Suicidio.

    No caso do Coronel dificilmente ele tera essa atitude que convenhamos no seu caso seria digna.

    Roberto vc tem que entender a maneira como a coisa foi arranjada e e’ contra isso que lutaremos. perder faz parte do jogo , mas depende muito da forma em que a derrota aconteceu.

    No caso de nao tomar Coca e’ tambem uma forma de dizer NAO!isso tambem pesa, se vc nao sabe o nosso acai incomoda tambem os gringos

    Mas o importante e’ o Gerson, eu e muitos outros nao esquecermos essa porrada e continuar lutando para ajudar a mudar td isso.

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  3. Meu caro Roberto a derrota foi de todo o Norte do país, pois somente a nossa região teve apenas um representante (sede). Enquanto o nordeste, do presidente Lula, teve quatro. Ora, pela lógica o Norte deveria ter duas, ja que segundo o próprio Teixeira, os projetos tiveram excelente padrão.
    Mas existe a política, fator determinante na escolha das sedes. Téo José (comentarista de esporte) deixou claro, as cartas foram marcadas pelo jogo político.
    Outra coisa, não existe uma perseguição do sul e sudeste com o norte, antes houvesse, para mim a situação é pior que isso, eles nos ignoram como parte do Brasil.
    O que devemos fazer? Escolher melhor nossos representantes políticos e vigiá-los. O erro não é de agora. Desse governo ou do seu anterior. Nós paramos de crescer a uns vinte anos por falta de planejamento. É preciso urgentemente esquecer que somos Brasil e pensar que somos Amazônidas e recomeçar a construir nosso estado. Buscando um novo modelo de administração pública.

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  4. Gostaria de unir os comentários do Roberto e do Carlos, além de um meu que publiquei em outro post do Gerson. Pois vamos lá: Sou paraense, moro há mais de 20 em Minas, visito blogs destas bandas e, parabens, percebo um melhor nível nos comentários de vocês. Acho que o Roberto detectou uma baixa-estima quase crônica do povo paraense. Realmente o mundo não nos odeia, Roberto. Parte dele – na maioria das vezes – nos ignora. Também concordo com a falta de profissionalismo nas diversas esferas e por isso temos que melhorar e muuuito para termos um lugar digno nesse mundo globalizado.
    Quanto ao comentário do Carlos de que “é preciso urgentemente esquecer que somos Brasil e pensar que somos Amazônidas e recomeçar a construir nosso estado”, ele merece uma reflexão sim. Pois os outros estados há décadas agem como parasitas das riquezas naturais do estado. O que eles levaram de bom para ai?
    Mas, por outro lado, o paraense tem sua responsabilidade nisso tudo. Acho que, entre outras coisas já citadas, nossos conterrâneos têm que parar com esse bairrismo, com esse ingênuo bater-no-peito-a-repetir-coisas como “NOSSO PARÁ”, “TENHO ORGULHO DE SER PARAENSE”… O mundo não ouve mais isso, amigos.
    Além do que, sentimentos como esses cheiram uma baixa-estima que ajuda os inimigos a nós golpearem…
    Às vezes, vendo pela TV os paraenses cantando, à plenos pulmões, nos jogos da seleção brasileira o refrão “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor…”, sentia algo de patético no ar. Desculpem a sinceridade.
    Belém tem que deixar de ser ingênua, injusta e bairrista. Seus “ricos”, mais humildes e seus pobres, mais altivos. Belém tem que assumir sua eterna pós-modernidade.

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