As (boas) chances do Águia – 2 (*)

Sob todos os pontos de vista, as possibilidades do Águia contra o Fluminense, hoje, no Maracanã, são bastante interessantes. Além de estar em ascensão, jogando novamente bem, como no ano passado, o time marabaense entra com a vantagem do empate e terá a chance de explorar o contra-ataque, coisa que sempre soube fazer bem.

Não será surpresa se o Águia saísse do Rio com uma vitória. Que ninguém se engane: o Fluminense de Carlos Alberto Parreira ainda é um arremedo de time. Não mostrou força de conjunto no Campeonato Carioca e estampou todas as suas fragilidades na partida realizada no Mangueirão.

Tivesse o Águia mais capricho nas finalizações e não tivesse sucumbido, em parte, ao pecado da soberba, estaria agora praticamente classificado. Chances o desarrumado time de Parreira deu de sobra naquela noite para que o placar fosse mais amplo, sobretudo no primeiro tempo.

Para esse segundo confronto, o tricolor carioca terá ainda os desfalques de Tiago Neves e Conca – que não fizeram nada em Belém, mas são bons jogadores. A dupla constitui o eixo central do setor de criação e certamente fará falta. Portanto, se souber agüentar a pressão inicial e aproveitar o desespero do Flu, João Galvão e seus jogadores podem sair do “maior do mundo” com uma atuação consagradora.

Só não é aceitável perder tantos gols, como no jogo de ida, no Mangueirão. Durante a semana, Galvão deve ter passado algumas horas fazendo Aleílson, Felipe Mamão, Flamel, Sinésio e Luís Fernando treinarem chutes a gol. Não se pode desperdiçar oportunidades, no futebol inclusive, quando elas surgem.

E, claro, há a questão do sapato alto. Alguns jogadores devem ser terminantemente proibidos de fazer firula. Jogar futebol é também um exercício de humildade. Existem os momentos em que a finta, o toque a mais, são aceitáveis, mas jamais em partidas importantes e contra adversários tradicionais. Que o Águia não incorra nesses pecadilhos hoje à noite e construa sua classificação rumo à terceira etapa da Copa do Brasil. É possível.

 

 

Na Rádio Clube, Guilherme Guerreiro narra a partida, direto do Maracanã. Estarei nos comentários.

 

 

Luiz Carlos Moura, ainda sobre o tropeço do Remo frente ao S. Raimundo: “Quem leu sua coluna de domingo vai querer comprar sua bola de cristal. Você falou exatamente o que foi a partida: o Remo exagerando em errar passes e o S. Raimundo explorando o contra-ataque. Sou remista, mas é preciso muito otimismo para acreditar numa vitória em Santarém”.

Já o Otávio Cezar faz elogios a este escriba baionense, mas reclama da “severidade exagerada às vezes em suas críticas ao futebol paraense”. Avalia que, somente com críticas, os problemas não serão resolvidos e pede que soluções sejam apresentadas.

É exatamente o que a coluna procura fazer, quase todos os dias.

(Coluna publicada no Bola/Diário do Pará, nesta quarta-feira, 22 de abril)

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