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A nota foi divulgada nesta sexta-feira, 31, em resposta aos insultos proferidos por Paulo Figueiredo, influencer bolsonarista radicado nos Estados Unidos:
O Instituto Vladimir Herzog manifesta a mais profunda solidariedade à jornalista Miriam Leitão e repudia, com absoluta veemência, as declarações proferidas por Paulo Figueiredo, um dos mais recorrentes propagadores de discursos de ódio e desinformação contra a imprensa e a democracia brasileiras.
Ao ofender jornalistas de forma tão violenta e utilizar o estupro como instrumento de humilhação e intimidação contra Miriam Leitão, Paulo Figueiredo ultrapassa todos os limites da civilidade. Mas é importante que fique claro: não se trata de um episódio isolado. Na verdade, reproduz um método amplamente utilizado pela extrema direita autoritária: transformar jornalistas em inimigos públicos, mobilizar o ódio, estimular a violência e substituir o debate de ideias pela intimidação.
Seu discurso não é uma opinião, uma crítica ou um excesso retórico. É violência de gênero. É violência política. É um ataque deliberado à liberdade de imprensa.
A sociedade brasileira não pode naturalizar que uma jornalista seja alvo de agressões dessa natureza por exercer seu trabalho. Toda tentativa de intimidar profissionais da imprensa por meio da misoginia, do ódio ou da ameaça constitui um ataque ao próprio direito da sociedade de ser informada.
Quem despreza a democracia também despreza a imprensa livre, porque sabe que não há projeto autoritário que sobreviva ao escrutínio de um jornalismo sério e independente.
Paulo Figueiredo construiu sua trajetória em oposição aos valores democráticos, é investigado por atuar contra as instituições da República, teve sua prisão preventiva decretada pelo Supremo Tribunal Federal e permanece fora do país sem cumprir decisões judiciais.
O Brasil não pode aceitar que a violência contra jornalistas seja tratada como espetáculo ou estratégia política. É preciso responsabilizar quem transforma o ódio, a misoginia e a incitação à violência em um método de atuação pública.
O Instituto Vladimir Herzog se compromete publicamente a adotar medidas legais para que este contumaz agressor da imprensa seja responsabilizado por suas declarações e espera que as autoridades brasileiras sigam o mesmo caminho, reafirmando o compromisso inegociável com a liberdade de expressão, a democracia e o direito de jornalistas exercerem sua profissão sem intimidação, sem violência e sem medo.
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