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POR GERSON NOGUEIRA
Em partida disputada em alta intensidade, o Remo se reabilitou da derrota para o Corinthians com uma atuação aguerrida e convincente diante do Vitória, ontem à noite, no estádio Mangueirão. O resultado de 2 a 0 foi obtido com gols de Jajá e Alef Manga. Com 21 pontos, o Leão agora é o 18º e está com a mesma pontuação de Vasco e Internacional.
A briga por espaço marcou o duelo entre azulinos e rubro-negros. Nos primeiros minutos, o Remo criou uma bela chance com Marcelinho, chutando cruzado para defesa parcial do goleiro Lucas Arcanjo.
Em resposta, Tarzia recebeu livre pelo lado esquerdo do ataque do Vitória e disparou uma bomba, bem defendida por Marcelo Rangel. O goleiro voltou a pontificar com grandes defesas e evitou que Tarzia, novamente livre na área, marcasse o gol baiano. O ala desviou rasteiro, mas Rangel defendeu com os pés.
Aos 38 minutos, em jogada iniciada por Lionel Picco, o ponta Jajá se livrou da marcação, ajeitou para o meio e chutou cruzado. O goleiro Lucas Arcanjo se posicionou para defender, mas a bola escapuliu e entrou mansamente no canto esquerdo da trave, para delírio do Fenômeno Azul.
Não foi a primeira investida de Jajá, que já havia participado de lances rápidos na frente, juntamente com Alef Manga. Do lado direito, Pikachu e Marcelinho foram muito produtivos, mas falharam nas finalizações.
No Vitória, o melhor momento foi entre os 30 e 40 minutos, quando as saídas em velocidade de Baralhas, Renê e Tarzia criaram sérios problemas para o setor defensivo azulino, cuja dupla central atuava junto pela primeira vez. Zé Ivaldo e Matheus Felipe substituíram Tchamba e Marllon.
Justiça seja feita, os dois zagueiros tiveram atuação segura, principalmente no jogo aéreo. Zé Ivaldo, que havia falhado na derrota para o Corinthians e era visto com desconfiança pela torcida, foi soberano nos duelos com os atacantes Erick, Renê e Pochettino (que entrou no 2º tempo). O meio-campo teve em Zé Ricardo sua principal figura.
O Remo voltou melhor na segunda etapa, buscando marcar adiantado e roubando seguidas bolas no meio. Aos 8 minutos, em belíssima trama de Zé Ricardo e Alef Manga, o atacante recebeu em profundidade na direita e avançou até a área para finalizar com categoria para o fundo das redes.
Com o 2 a 0, o Remo passou a administrar o desespero do Vitória. O momento de maior susto foi no cabeceio de Pochettino, aos 39’, que Rangel defendeu e Mayck afastou da pequena área.
Já com Taliari em campo, o Remo teve duas chances de ampliar. Na melhor, Patrick bateu de fora da área e acertou a trave esquerda. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)
Papão vacila e toma virada em Manaus
Apesar de sair na frente, com um gol de Lucas Cardoso logo no começo do jogo, o PSC perdeu de virada para o Amazonas e acabou desperdiçando a chance de se aproximar de se aproximar dos ponteiros da Série C. Antes do confronto, havia a impressão geral de que o Papão era favorito diante de um adversário em queda técnica e atravessando crise interna.
Com intensidade e aceleração, o PSC abriu o placar logo aos 2 minutos de jogo. O lateral Edilson fez boa jogada e cruzou para Lucas Cardoso finalizar, aproveitando a indecisão dos zagueiros.
O Amazonas reagiu de imediato. Apoiado pela torcida, insistiu no ataque e o esforço foi premiado. Aos 20’, Rafael Furlan meteu bola na área, Ronaldo deu uma casquinha e Nico Schiappacasse dominou e finalizou sem chances para o goleiro Marcão.
Depois do intervalo, o PSC voltou a fim de desempatar. Pressionou muito, obteve escanteios seguidos, mas desperdiçou as oportunidades surgidas, mas, aos 29’, veio o castigo. Ronaldo foi derrubado na área e o artilheiro Nico Schiappacasse cobrou com categoria, virando o placar.
Com 23 pontos, o Papão caiu para o 5º lugar. A Onça Pintada se recuperou, chegando a 20 pontos e subindo para o 11º lugar.
Aventuras santistas de um craque do pôquer
O Santos escapou de uma derrota vexatória para a Chapecoense, no sábado à noite, na Vila Belmiro. Um gol de Neymar, de pênalti (inexistente, marcado pelo árbitro paraense Fernando Mendes Nascimento Filho), impediu o prejuízo maior de ser derrotado pelo lanterna da Série A.
Neymar fez um golaço no 1º tempo e converteu o pênalti, mas voltou a esbanjar mau humor com os companheiros e reclamações contra a arbitragem. Forçou um cartão amarelo e está de fora do próximo jogo, contra o Athletico-PR, 3º colocado.
A repercussão foi ainda mais negativa após o que rolou no vestiário. O camisa 10 xingou companheiros e esse comportamento incomodou a comissão técnica e a diretoria do Peixe, apesar de um desmentido formal de Neymar.
Neymar teria sido particularmente desrespeitoso com o meia Gabriel Bontempo e o zagueiro João Ananias, que marcou contra o 2º gol da Chape. Chegou a dizer para Bontempo que ele vai enfrentar a Chape de novo na Série B do ano que vem, o que foi uma crítica direta a todo o time.
Além da postura no vestiário, o comportamento em campo incomoda os companheiros pelas cobranças a cada jogada que não se concretiza. Na visão interna, alguns jogadores se intimidam quando Neymar gesticula e joga os companheiros contra a torcida.
No 1º semestre, Neymar deu um tapa no rosto de Robinho Jr, criando uma crise interna, que quase resultou em processo judicial. A atitude de antes e de agora afeta a imagem que o jogador tinha com os mais jovens, que o respeitavam como ídolo.
Um episódio que também repercutiu mal no elenco, pela falta de comprometimento, foi a ida de Neymar a um campeonato de pôquer no dia do jogo do Santos contra a Universidad Central, na Venezuela.
(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 27)
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