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POR GERSON NOGUEIRA

Os gols marcados nos jogos-treinos contra a Tuna e o Ituano puseram em destaque um atacante que vive no fio da navalha em relação à torcida azulina. Alef Manga, primeiro reforço contratado para a disputa do Brasileiro da Série A, vem justificando até agora o investimento do clube. Sob o comando de Léo Condé melhorou o desempenho, como toda a equipe, e hoje é titular absoluto da esquadra azulina.
Para encerrar a primeira metade do campeonato, contra o Corinthians, amanhã (23), na Arena Itaquera, o atacante é uma das armas de Condé para buscar a vitória. O Remo deverá repetir a formação mais utilizada nas últimas cinco rodadas, com Yago Pikachu, Alef Manga e Jajá na frente.
É um ataque que reflete as preocupações reativas do time. O Remo joga à base de muita marcação no meio-de-campo, intensidade pelos corredores laterais e transições rápidas, aproveitando as características de Manga e Jajá, principalmente.
Pikachu costuma atuar, dependendo das circunstâncias do jogo, como um atacante pela direita quando o Remo vai ao ataque. Reveza muitas vezes com o ala Marcelinho, cuja característica agressiva tem sido fundamental para cruzamentos e até finalizações. Nessas situações, Pikachu recompõe para ajudar volantes e zagueiros pelo lado direito.
Alef Manga também volta para marcar, mas é essencialmente um atacante de força e velocidade. Centraliza para compensar a ausência de um centroavante de ofício, mas cai pelos lados quando o time parte em contra-ataques. Jajá é o que atua sempre avançado, nas costas da marcação e tentando fechar na diagonal para bater em direção ao gol.
Quando essa combinação funciona harmoniosamente, o Remo em geral se sai bem. Um dos exemplos foi o confronto com o Palmeiras, quando Manga e Pikachu se alternavam nas ações sobre a última linha defensiva adversária.
Contra o Corinthians, é provável que o Remo possa explorar bastante as jogadas em velocidade nas subidas do time de Fernando Diniz. O desafio, tanto para Alef Manga quanto para seus companheiros, será enfrentar o controle e a posse de bola que os times de Diniz sempre cultivam. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)
Papão trouxe 20 reforços e lista vai aumentar
A chegada do meia Radsley, anunciada na sexta-feira (17), fez o Paysandu atingir 20 contratações na temporada. A aquisição já pertence à leva de reforços trazidos na recém-aberta janela de transferências, visando a fase final da Série C e a busca do sonhado acesso. Antes dele, chegaram Pablo Baianinho e Pedro Carrerete, que estrearam na partida contra o Guarani, na Curuzu.

Radscley atende a uma das reivindicações da comissão técnica. O PSC se ressente de opções para o setor de criação. Além dele, o clube continua buscando no mercado um zagueiro, um volante e um atacante de lado.
Das duas dezenas de contratados para a temporada, sete deles foram efetivados como titulares – Ítalo, Caio Mello, Marcinho, Kleiton Pego, Bonifazi, Thayllon e Bruno Bispo. São jogadores que compõem a espinha dorsal do time dirigido por Júnior Rocha, com participações decisivas nas conquistas do Parazão, Copa Norte e Copa Verde.
Marcinho, capitão e líder do elenco, cumpriu o maior número de jogos até agora, 33. Especialista em bolas paradas, marcou seis gols e deu cinco assistências, tornando-se o ponto de equilíbrio do time. Tem como parceiro de setor o paulista Caio Mello, que atuou em 24 jogos e cresceu bastante de produção ao longo da Série C.
Outro destaque é o centroavante Ítalo, principal goleador do time, com 15 gols. Ao lado de Juninho e Kleiton Pego, ele responde pela potência ofensiva do PSC, um dos três times que mais marcaram gols na temporada brasileira e dono do terceiro melhor ataque da Série C, com 22 gols.
Uma derrota que vai além dos gramados
Não foi apenas a pífia apresentação na final que afetou mundialmente a imagem da Argentina na Copa. Depois de muitos anos, o mundo conheceu um vice-campeão que não honrou suas tradições na disputa do título. Recuado e medroso, o time de Lionel Scaloni não deu um chute a gol nos 90 minutos, enquanto a Espanha finalizou 20 vezes. Um massacre.
A avaliação ruim da campanha não se limita à decisão. Contribuiu para isso a condescendência das arbitragens com Lionel Messi e seus companheiros em jogos marcantes, contra Argélia, Cabo Verde, Egito e Suíça. Todas essas partidas foram vencidas pelos argentinos com raça, brutalidade e a inconfundível ajuda de árbitros e do VAR.

Bastou uma sequência de jogos mal apitados, deixando pelo caminho times modestos prejudicados, para que a opinião pública do mundo esportivo se posicionasse contra a Argentina, passando a torcer pela sua eliminação e, por fim, pela derrota para a Espanha, como de fato ocorreu.
Fazia tempo que um time não chegava ao final da Copa tão desacreditado e mal avaliado pelo público. O time de Scaloni e Paredes foi humilhado, exposto e desmascarado. Nem Messi, ídolo e grande craque de sua geração, escapou à debacle.
Guindado à condição de “maior que Pelé”, Messi aproveitou a primeira fase para disparar na artilharia e assumir a liderança histórica em mundiais – acabaria ultrapassado com folga por Mbappé. O golpe final foi a postura de dedo-duro malandro ao tentar cavar vergonhosamente a expulsão de Cucarella. Baixeza que fez Messi sair menor do que entrou na Copa. O camisa 10 também se juntou aos companheiros no triste gesto de virar as costas quando a seleção da Espanha era premiada pelo título (cena abaixo). Saber perder faz parte do jogo.

A manchete categórica do jornal inglês Daily Mail faz um bom resumo da situação: “Por que o impostor impenitente Lionel Messi agora nem sequer está entre os cinco melhores jogadores de todos os tempos – e será para sempre manchado como o líder dos brutos da Argentina”.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 22)
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