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POR GERSON NOGUEIRA
Quando a Copa começou, há quase 40 dias, o seleto grupo de favoritos ao título incluía Espanha e Argentina, juntamente com pelo menos mais quatro cotados – França, Inglaterra, Portugal e (vá lá) Brasil. Ambos deixaram para trás adversários poderosos, superando ao longo da caminhada sete obstáculos até chegar ao grande dia da decisão.
Durante o torneio, a França virou favorita para 90% das pessoas. O futebol de habilidade e o apetite ofensivo tornaram o time de Mbappé o preferido para a conquista do título. A queda diante da Espanha nas semifinais provou que a equipe não era tão impecável assim e também confirmou a tendência que toda Copa tem de estabelecer surpresas.
Foi assim que a Espanha assumiu o posto natural de nova favorita, por destronar a queridinha da maioria. De repente, um dia depois, a campeã Argentina irrompeu, abrindo espaço na marra e na bola rumo à segunda final consecutiva.
Mesmo sem ter brilhado pela regularidade, a Argentina tem o melhor ataque da competição (19 gols). É um trunfo e tanto numa Copa. Graças a esse perfil ofensivo, o time cravou duas viradas espetaculares, contra Egito e Inglaterra. Essa capacidade de resistir às circunstâncias negativas de um jogo é a mais forte característica da seleção treinada por Lionel Scaloni.
A defesa é o ponto mais vulnerável, tendo sofrido sete gols na competição. A dupla central, Lisandro Martínez e Cuti Romero, é dura, não economiza pontapés, mas é lenta e se atrapalha contra times velozes pelos lados. Sinal de problemas diante da ágil e dinâmica Espanha.
No meio, os carniceiros Paredes e Enzo Fernández, auxiliados por MacAllister e De Paul. No ataque, Messi e Julián Alvarez. Um time forjado na capacidade de reação e na conhecida fibra argentina em busca de vitórias, mesmo quando isso não parece possível.
Do lado da Fúria, o ataque também impressiona – foram 13 gols –, mas o dado mais expressivo é a solidez da defesa, que sofreu apenas um gol na Copa. A segurança começa pelo bom Unai Simón e por uma linha de zaga composta por Pedro Porro, Cubarsí, Laporte e Cucarella.
Do meio para a frente, a Espanha fica ainda mais poderosa e temível, com uma meia-cancha que tem Rodri, Fabián Ruiz e Baena. A linha de ataque tem Lamine Yamal, Oyarzabal e Dani Olmo. Lamine é o astro, mas o diferencial da equipe é mesmo o sólido entrosamento.
Luis de La Fuente treina esses jogadores há pelo menos uma década. Ajudou na formação e acompanhou o desenvolvimento. É outro grande personagem desta final. Mantém com Scaloni uma relação de amizade e respeito, o que na batalha maior de suas carreiras significa bem pouco.

No confronto deste domingo (19), a Copa pode estabelecer um novo tetracampeão (Argentina) ou um bicampeão (Espanha). De toda sorte, o futebol deve proporcionar um grande espetáculo, principalmente se o árbitro de campo e o VAR não atrapalharem.
Uefa aponta erro na punição contra Embolo
A Uefa confirmou na sexta-feira que a regra da “identidade trocada” não autoriza o VAR a recomendar que o árbitro mostre um cartão amarelo à equipe adversária. Por esse parecer, é provável que a punição aplicada a Embolo, no jogo Argentina x Suíça, não se repita em outras competições.
A decisão favoreceu a Argentina na partida. A Suíça havia acabado de empatar o jogo e estava melhor em campo. O cartão amarelo – e a consequente expulsão do atacante – tornaram a partida inteiramente favorável a Lionel Messi e seus companheiros.
Foi apenas mais um capítulo da longa lista de marcações que permitiram à Argentina navegar com mais tranquilidade até a final.
Não há mais nada a discutir ou contestar. O jogo garantiu a passagem da Argentina à semifinal. Após o jogo contra os ingleses, Messi foi questionado pela imprensa sobre a impressão geral de que seu time é beneficiado na Copa. Negou, mas os fatos são indesmentíveis.
Bola na Torre
O programa terá Guilherme Guerreiro na apresentação, com a participação de Valmir Rodrigues e deste escriba de Baião. Em pauta, o noticiário de Remo e Paysandu, além da repercussão do final da Copa. A edição é de Lourdes Cézar. O programa vai ao ar às 22h, na RBATV.

Recordes em jogo na decisão do 3º lugar
Kylian Mbappé é o jogador mais interessado na partida deste sábado (18) que decide o 3º lugar da Copa do Mundo. Contra a Inglaterra de Harry Kane, o camisa 10 da França tem todos os motivos para se empenhar como se o jogo tivesse muita relevância dentro da competição.
O astro francês disputa com Lionel Messi a artilharia desta Copa e a liderança no número de gols de todas as Copas. Ambos com oito gols, Mbappé e Messi disputam gol a gol a glória de encerrar a competição com o troféu de maior goleador.
Na disputa histórica, Messi tem 21 gols, seguido por Mbappé, com 20 gols. O top 5 de todos os tempos inclui ainda Miroslav Klose (16 gols), Ronaldo Fenômeno (15 gols) e Gerd Müller (14).
(Coluna publicada na edição do Bola de sábado/domingo, 18/19)
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