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POR GERSON NOGUEIRA

As três viradas obtidas pelo PSC nesta temporada representam um importante fator de confiança e entusiasmo da torcida em relação ao time. Mesmo em momentos difíceis, como a recente sequência de derrotas na Série C, a mentalidade vitoriosa da equipe tem garantido resultados que fortalecem a caminhada na competição mais importante da temporada.

No esforço para se classificar à fase final do Brasileiro, o PSC obteve no domingo a sua terceira vitória de virada em 2026. O placar de 3 a 2 sobre o Guarani, após estar perdendo o 1º tempo por 2 a 0, empolgou a torcida presente à Curuzu pelo grau de dificuldades enfrentadas na partida.

Superar um adversário qualificado exigiu do PSC uma reação heroica no 2º tempo, com direito a bola na trave, pênalti desperdiçado e rebote defendido milagrosamente pelo goleiro adversário. O herói da tarde foi o lateral-esquerdo Luciano Taboca, que saiu do banco de reservas para liderara a recuperação do time, fazendo um gol e participando dos outros dois.

Pela própria Série C, o PSC havia derrotado de virada o Botafogo da Paraíba, na Curuzu. O adversário estabeleceu vantagem inicial de 2 a 0 logo nos 15 minutos iniciais, mas o Papão foi valente e conseguiu superar o visitante, aplicando uma goleada de 4 a 2, com gols de Kleiton Pego, Thallyson (contra), Ítalo e Thayllon.

O outro resultado de superação ocorreu na Copa do Brasil. Em duelo pela quarta fase da competição, disputado no estádio do Canindé, em São Paulo, o PSC saiu perdendo por 2 a 0 na primeira etapa, com atuação decepcionante. Depois do intervalo, em reação empolgante, o time empatou e virou o placar para 3 a 2. 

Um outro aspecto que anima o torcedor é a quantidade de vezes que o time comandado por Júnior Rocha transformou derrotas em vitórias. Foram sete partidas. Além dos jogos citados, pela Série C, o Papão conquistou viradas em três confrontos da Copa Norte – Águia (5 a 1), Independência-AC (2 a 1) e GAS-RR (3 a 1), além da goleada de 5 a 1 sobre a Tuna, valendo pelas quartas de final do Parazão. (Foto: Jorge Luis Totti/Ascom PSC)

Chegadas e partidas agitam o Leão

Enquanto o Remo busca solidificar o elenco, com a aquisição do volante Edson Fernando e do zagueiro Matheus Felipe, outros atletas acertam a saída, buscando outros horizontes. Nesta segunda-feira, o clube confirmou a liberação do volante Pavani, negociado com o Ceará Sporting, que disputa a Série B. Outro que deixa o Evandro Almeida é Freitas, que participou da campanha do acesso à Série A.

Com a saída de ambos, o Remo fica com apenas três remanescentes da vitoriosa campanha na Série B do ano passado, quando conquistou o acesso à Primeira Divisão. Restam daquele grupo de atletas o goleiro Marcelo Rangel, o lateral-direito Marcelinho e o meia Jaderson.

O processo de reformulação de elenco é absolutamente normal no futebol profissional de hoje, principalmente quando uma equipe sobe de divisão. A chegada à Série A obrigou a diretoria do Remo a fazer mudanças profundas no elenco de jogadores para a duríssima disputa do Brasileiro.

A terceira aquisição deve ser anunciada nos próximos dias. É o zagueiro Zé Ivaldo, que estava no Santos. Dos remanescentes do duplo acesso (2024 e 2025), restam apenas no Leão o goleiro Marcelo Rangel e Jaderson. Além de Pavani, Sávio era outro integrante do elenco, juntamente com o goleiro reserva Léo Lang, todos já distantes do Baenão.

No retorno efetivo às movimentações de campo, o Remo joga amistosamente com o Ituano (SP), no próximo sábado (18), em Itu, como preparação para o jogo com o Corinthians pela 19ª rodada da Série A, marcado para 23 de julho, na capital paulista.

França x Espanha, a final antecipada da Copa

O jogo mais esperado do Mundial será realizado hoje. Os olhos do planeta estarão atentos à batalha entre franceses e espanhóis, que mostraram até aqui os melhores repertórios coletivos da Copa. As seleções se enfrentam em busca de um lugar na grande final de domingo.

De um lado, a esquadra comandada por Kylian Mbappé. De outro, Lamine Yamal e seus companheiros. Pode-se dizer que a França tem a orquestra mais afinada. Mas a Espanha tem em seu favor o fato de que venceu os dois últimos confrontos com o time de Deschamps.

Penso que o quarteto Mbappé, Olise, Dembelé e Doue é responsável pelos momentos mais brilhantes deste mundial. Talvez por isso Les Bleus sejam ligeiramente favoritos. Têm a minha torcida, hoje e domingo também.

A longa noite após o desastre do 7 a 1

Os resultados frustrantes da Seleção Brasileira nas Copas de 2018, 2022 e 2026 parecem confirmar a maldição que se abateu sobre o futebol nacional após o massacre de 7 a 1 diante da Alemanha, em 2014, talvez o resultado mais vexatório de um país-sede de Copa do Mundo na história do futebol moderno. Nada apaga aquele vexame, nem hoje e talvez nem nunca.

Em 1958, quando o Brasil buscava superar a má jornada de 54, a então CBD optou por encarar a questão psicológica. Estava claro que o estado mental do time era sua principal vulnerabilidade. Problema detectado, problema sanado. Com a cabeça boa, o Brasil deitou e rolou nos gramados da Suécia. Talvez seja hora de imitar o que foi feito há 68 anos. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta terça-feira, 14)

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