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POR GERSON NOGUEIRA
A paralisação da Série A durante o período da Copa do Mundo interrompeu a ascensão do Remo na competição, com bons resultados nas últimas cinco rodadas. A bola parou de rolar na 18ª rodada e o Leão chegou a 18 pontos, ficando com a responsabilidade de conquistar 27 pontos nos próximos 20 jogos da competição.
Para alcançar a linha de corte de 45 pontos, o Remo define como foco a conquista do máximo de pontos como mandante. No turno, foram apenas duas vitórias dentro de casa, fato que puxou para baixo a pontuação.
Os treinos de preparação para o returno serão retomados na próxima semana, com duas boas notícias para o técnico Léo Condé: a recuperação do atacante Taliari e do goleiro Marcelo Rangel, dois jogadores extremamente importantes para o time.
A partir do reinício do Brasileiro, no dia 22 de julho, contra o Corinthians, em São Paulo, o Remo terá que executar um cuidado plano estratégico para seus jogos em Belém. Serão 10 partidas, das quais é obrigatório vencer pelo menos sete (21 pontos) ou seis, empatando três. Como visitante, vai lutar por mais duas vitórias, como aconteceu no turno.
Os 10 jogos em Belém serão contra Vitória, Atlético-MG, Coritiba, Flamengo, Santos, Grêmio, Bragantino, Botafogo, Chape e Corinthians.
O primeiro grande desafio será superar o aproveitamento das 18 rodadas disputadas, que foi baixo – apenas 33,3%. Se quiser permanecer na elite, o Leão terá que evoluir para uma média de 44%, no mínimo.
É sempre bom considerar que a pontuação de 45 pontos é uma espécie de margem de segurança, mas pode sofrer variações. O Vasco garantiu a permanência com 43 pontos em 2018. No ano seguinte, o Ceará se salvou com 39. O Fortaleza permaneceu na Série A com 41 pontos em 2020.
O Juventude precisou de 46 pontos para escapar em 2021. Já o Cuiabá se safou com 41 pontos em 2022. O Bahia sobreviveu com 44 em 2023, mesma pontuação do Bragantino em 2024. Por fim, no ano passado, o Inter se garantiu na 16ª posição com 44 pontos.
Por segurança, porém, recomenda-se levar em conta o limite mínimo de 45 pontos. E, se possível, ficar acima disso.
França de Mbappé chega forte, outra vez
Os primeiros minutos após a apoteótica execução da Marselhesa mostraram a França amassando o setor defensivo de Senegal, em Nova Jersey. Mbappé, um dos astros da Copa, foi acionado por três vezes, mas se atrapalhou em todas e não conseguiu dominar a bola. Parecia uma tarde infeliz para o craque francês. Só parecia. No fim das contas, ele saiu como o grande protagonista do jogo, com dois gols marcados.
No geral, a partida foi sempre empolgante, animada e disputada em alto nível. Disparadamente, a melhor do Mundial até agora.
Com movimentação forte de Senegal pelos lados, o 1º tempo foi equilibrado e perigoso para a França. Aos 24 minutos, o rápido Nicolas Jackson superou o beque Upamecano, bateu rasteiro e a bola beijou a trave. Antes de espirrar pelo fundo, ainda tocou nos pés do goleiro Maignan.
Nos acréscimos, nova boa chance para Senegal. Sadio Mané recebeu na esquerda e passou para Ismaïla Sarr dentro da área francesa. O tiro saiu por cima, mas a jogada mostrou que a equipe africana não estava para brincadeira. A França foi para o intervalo aliviada.
No recomeço, os franceses se mostraram agressivos, principalmente pelas arrancadas e dribles de Olise. Logo de cara, Mbappé ficou cara a cara com o goleiro Mendy. Logo depois, Mané derrubou o camisa 10 na área e o árbitro não deu o pênalti. O VAR chamou e o cidadão não recuou, mas a penalidade aconteceu.
Aos 20’, finalmente, Olise abriu caminho pelo centro e tocou para Mbappé fuzilar e abrir o placar. Cansado, Dembelé cedeu lugar para Barcola. Foi dele o segundo gol, após passe em profundidade de Rabiot.
A França já era dominante quando, num descuido da zaga, Mbaye recebeu junto à área, driblou Theo Hernández e mandou para as redes, aos 36’. O jogo voltou a ser tenso, mas em lance de puro oportunismo, Mbappé surgiu pelo centro do ataque e chutou no ângulo, fechando a contagem.
A França, campeã em 2018 e vice-campeã em 2022, chega forte. O time, que já era bom, melhorou ainda mais com o infernal Olise pelas pontas.
‘Hidratação’ copia o sistema de 4 quartos da NBA
Depois que a NBA consagrou o sistema, a Fifa tratou de implantar os quatro quartos no futebol, sob o disfarce de “pausa para hidratação”. A Copa tornou obrigatória a paralisação na metade de cada tempo.
Diante disso, por que não unir a preocupação com a saúde física dos atletas e o faturamento com comerciais 3 minutos a cada intervalo? Bobo é quem não presta atenção no tilintar das moedas.
Entre a lenda e os fatos, imprima-se a lenda
A estratégia de comunicação da CBF nesta Copa é um desafio ao bom jornalismo. Ficou hilária ao pretender ser séria. E é justamente o mau jeito na forma de comunicar que faz a coisa toda desandar.
Ontem, chegou ao cúmulo de divulgar um vídeo de Neymar dando um pique meia-sola de 10 metros, com a informação de que ele voltou finalmente a treinar – ainda sem chuteira, diga-se.
Uma presepada que contamina todo o noticiário em torno da Seleção, pois dita as ações e abordagens dos veículos de imprensa, quase todos reféns da novelesca narrativa sobre a recuperação do camisa 10.
Lembrando que, um dia depois do empate com Marrocos, Neymar apareceu jogando baralho com os parças do elenco. Nem precisa reproduzir os comentários que a imagem inspirou nas arquibancadas da internet.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 17)
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