
Vexame no Barradão. O Flamengo foi derrotado por 2 a 0 pelo Vitória e acabou eliminado da Copa do Brasil. Após vencer o jogo de ida por 2 a 1 no Maracanã, o Rubro-Negro perdeu o confronto no agregado por 3 a 2 e deu adeus à competição ainda na quinta fase. Na Arena Condá, em Chapecó (RS), o Botafogo caiu pelo mesmo placar para a Chapecoense, após tomar os gols ainda no 1º tempo. O time buscou o gol na segunda etapa, mas desperdiçou pelo menos quatro grandes oportunidades.
DESASTRE RUBRO-NEGRO
Após a derrota do Flamengo, em Salvador, o goleiro Rossi virou alvo de críticas pela falha no segundo gol da equipe baiana, marcado por Luan Cândido. Durante análise na Globo, o jornalista Felipe Diniz foi sincero ao comentar o lance. “Um goleiro do tamanho do Rossi não pode tomar esse gol. Ele erra duas vezes. O tapa foi para dentro da área, ele podia ao menos tentar dar um soco para tirar a bola da área” — afirmou. O comentarista também apontou falha no tempo de reação do goleiro após a finalização de Luan Cândido.
A vantagem do Flamengo construída no Rio durou pouco. O Vitória abriu o placar logo aos 6 minutos com Erick, que acertou um chutaço no ângulo, sem chances para Rossi. Atrás no marcador, o time se lançou ao ataque, enquanto a equipe da casa se fechava. Com a posse de bola, o Fla encontrou muitas dificuldades para criar e levar perigo ao gol adversário.
O Flamengo voltou do intervalo com o pé no acelerador e criou três grandes chances logo no início, mas foi o Vitória quem voltou a marcar. Após cobrança de escanteio, Rossi saiu mal do gol, e Luan Cândido acertou um voleio. A bola ainda desviou no goleiro rubro-negro, que falhou mais uma vez no lance. A partir daí, o Flamengo se lançou ao ataque e tainda teve boas oportunidades com Pedro e Léo Pereira, mas não conseguiu aproveitar.
FOGÃO CAI NA ARENA CONDÁ
Antes do primeiro gol da Chapecoense, o jogo era pouco movimentado, com o Botafogo assumindo um pouco mais de protagonismo, com mais investidas ao gol adversário. Após os 19 minutos, quando a Chape abriu o placar com Marcinho, o roteiro mudou. O atacante, ex-jogador do Botafogo, acertou um chutaço de fora da área, no canto esquerdo do goleiro Neto.
A partir daí, a Chapecoense passou a dominar as ações ofensivas do jogo, abrindo caminho para o segundo gol que viria aos 51 minutos. Livre de marcação pelo lado direito, Everton encontrou Bolasie dentro da área para estufar as redes com um cabeceio preciso.
Vencendo por 2 a 0, placar que já garantia a classificação direta para as oitavas de final, o segundo tempo começou lento, com a Chape usando os artifícios que podia para diminuir o tempo de bola rolando. Foi justamente por fazer a famosa “cera” que o goleiro Anderson Paixão, da Chapecoense, foi advertido com um cartão amarelo.
Na reta final, o jogo virou uma verdadeira loucura. O Botafogo empilhou chances de gol: algumas vezes parou nas mãos do goleiro Anderson Paixão, em outras foi refém de finalizações desleixadas, desperdiçando as últimas chances de levar o jogo para os pênaltis.
Aos 48 minutos, o goleiro Neto foi até a área adversária, deixando a baliza alvinegra vazia. A Chape aproveitou o gol vazio e marcou no contra-ataque; porém, o gol foi anulado por impedimento.
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
A SAF do Botafogo protocolou, após a eliminação na Copa do Brasil na noite desta quinta-feira (14), um pedido de recuperação judicial na Justiça, em meio ao agravamento da crise financeira. Em nota oficial, o clube afirmou que a medida busca garantir a continuidade das atividades esportivas e administrativas e viabilizar a reorganização das dívidas diante de bloqueios judiciais, restrições de caixa, transfer bans aplicados pela Fifa e da falta de aportes financeiros por parte do Grupo Eagle, controlador da SAF.
(Com informações de Lance!)
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