
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou nesta terça-feira, 24, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra prisão domiciliar temporária, com validade de 90 dias. Moraes também decidiu pela suspensão das demais visitas pelo prazo de 90 (noventa) dias, correspondente ao período de recuperação de Bolsonaro, para resguardar o ambiente controlado necessário, princi
O político estava internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília, após apresentar quadro de broncoaspiração. Até então, ele estava detido na Papudinha por determinação de Moraes. Na decisão, Moraes classificou a concessão como “prisão domiciliar humanitária temporária”, que começa a partir desta terça-feira. Segundo o magistrado, após esse prazo, será realizada uma nova avaliação.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e estava detido na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília. No entanto, no dia 13 de março, deixou o local após apresentar broncopneumonia, sendo encaminhado a um hospital particular da capital.Play Video
De acordo com o boletim médico mais recente, divulgado na segunda-feira (23), o ex-mandatário apresentou “evolução favorável”. Caso a recuperação continue no mesmo ritmo, a expectativa é de que ele receba alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas próximas 24 horas. O documento também aponta que Bolsonaro permanece “estável clinicamente”. Na semana anterior, o cardiologista Brasil Caiado informou que os exames já indicavam melhora, embora a evolução do quadro ainda ocorresse de forma lenta.
HISTÓRICO
Esta não é a primeira vez que Bolsonaro enfrenta intercorrências médicas desde que foi preso. Em setembro do ano passado, ainda em prisão domiciliar, ele precisou de atendimento após apresentar vômitos, tontura e queda de pressão arterial.
Já em janeiro deste ano, quando estava sob custódia da Polícia Federal, o ex-mandatário foi internado após passar mal e sofrer uma queda dentro da cela. Posteriormente, a pedido de sua defesa, foi transferido para a Papudinha, unidade que oferece suporte médico contínuo, com presença de profissionais de saúde e estrutura adaptada.
A prisão preventiva de Bolsonaro ocorreu em 22 de novembro, após o descumprimento das condições impostas pelo uso de tornozeleira eletrônica. Três dias depois, Moraes determinou o início do cumprimento da pena relacionada à condenação por liderar uma organização criminosa com o objetivo de se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022.
Em janeiro, ele foi transferido para uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo da Papuda. O espaço contava com quarto, banheiro privativo, cozinha, área externa e equipamentos de ginástica, além de visitas familiares ampliadas.
No início de março, Moraes havia negado um pedido anterior de prisão domiciliar, argumentando que a medida era excepcional e que Bolsonaro não preenchia os requisitos naquele momento. O ministro também destacou a intensa agenda de visitas recebidas pelo ex-presidente, inclusive de políticos, como indicativo de boas condições de saúde.
Na ocasião, perícia da Polícia Federal concluiu que não havia necessidade de transferência hospitalar, apesar de reconhecer a complexidade do quadro clínico. Durante sua permanência na Papudinha, Bolsonaro recebeu mais de 140 atendimentos médicos, com acompanhamento diário de profissionais de saúde.
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