
POR GERSON NOGUEIRA
Diante do invicto Bahia, terceiro colocado no Campeonato Brasileiro, o Remo vai em busca neste domingo (22), às 16h, de sua primeira vitória neste retorno à elite do futebol nacional. É uma missão complicada, dada a situação atual do time, ainda em busca de entrosamento e competitividade. Ocorre que, após sete rodadas e três derrotas consecutivas, não resta outra saída: vencer virou prioridade absoluta.
O grande desafio é superar a ansiedade que costuma se abater sobre times que entram em campo pressionados, com uma imensa torcida por trás fazendo cobranças por resultado. A entrada em cena do técnico Léo Condé, que assumiu o comando há três rodadas, é a principal fonte de esperança para a torcida azulina.
Com a experiência de haver treinado o Ceará no ano passado, com campanha razoável na Série A – embora com um final ruim –, Condé tem nas mãos a grande responsabilidade de fazer o Remo jogar como um time organizado, capaz de se impor a adversários de qualquer calibre.
E, vamos combinar, o Bahia não é um adversário qualquer. Dirigido há três anos por Rogério Ceni, o time fez excelente campanha no ano passado e nesta Série A já engata um começo promissor. Muito além das boas peças individuais, o Bahia impressiona pelo conjunto afinado.

No ano passado, pela Copa do Brasil, o time jogou em Belém contra o Paysandu e mostrou em alguns momentos um brilho raro de ver no futebol brasileiro atual, principalmente quanto à troca de passes em velocidade, à qualidade das infiltrações e à transição quase perfeita.
Pelo que vem fazendo no atual campeonato, o time de Rogério Ceni ficou ainda mais entrosado e temível. Nem mesmo a constante troca de peças altera o nível de aplicação e desempenho. Everton Ribeiro, o camisa 10, está fora da equipe há alguns jogos, mas a dinâmica do meio-campo está tão afinada que a ausência dele não chega a ser sentida.
É contra esse time que o Remo tenta conquistar sua primeira vitória, a fim de deixar a lanterna e sair da zona de rebaixamento. Nas partidas contra Coritiba e Flamengo, fora de casa, Léo Condé conseguiu praticamente repetir a mesma formação, com atuação satisfatória em partes desses jogos.
Diante do Coxa, o time rendeu mais no 2º tempo e impôs ao time da casa momentos de desassossego. O meio funcionou bem, a partir das ações de Vítor Bueno e Zé Ricardo, em direção ao atacante Alef Manga. Erros pontuais de finalização impediram que o time chegasse ao gol.
Problema parecido se repetiu contra o Flamengo, no Maracanã. Na etapa inicial, Vítor Bueno, Patrick de Paula e Zé Ricardo perderam chances claras logo no começo do jogo, situações que fizeram falta no 2º tempo, quando o Flamengo liquidou a fatura.
Condé vai precisar, mais do que nunca, solucionar em tempo recorde os erros de finalização e trabalhar para conectar meio e ataque, investindo na aproximação das linhas para proteger o setor de defesa.
Novidade no ataque para furar o bloqueio baiano
Depois que Taliari estreou nos minutos finais do jogo com o Flamengo, mostrando movimentação e participação nas ações coletivas, ficou claro que ele (ou Poveda) deve ser uma das novidades no ataque azulino para o confronto com o Bahia.
A provável entrada do atacante contratado junto ao Juventude é um caminho rumo à qualificação das jogadas de ataque. Até agora, o Remo dependia exclusivamente de passes longos para Manga e Jajá.
Com Taliari na equipe, Condé pode rever a ideia conservadora de escalar o Remo com quatro jogadores na meia-cancha. Em casa, com torcida apoiando, o 4-3-3 pode voltar a ser uma opção interessante.
Bola na Torre
O programa tem apresentação de Guilherme Guerreiro, com a participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em pauta, a campanha do Remo na Série A e os jogos da Copa do Brasil. A edição é de Lourdes Cezar e Lino Machado. Começa às 22h, na RBATV.
Papão escolhe Castanhal para abrir a Copa Norte
Em boa hora, o Paysandu decidiu mandar seus jogos iniciais da Copa Norte em Castanhal, no estádio Modelão. A primeira partida será na terça-feira (24), às 20h30, contra o GAS. A partida já desperta o interesse da torcida castanhalense e das cidades próximas, com previsão de lotação máxima (7.500 pagantes).
Dono de torcida de abrangência estadual, o PSC leva a Castanhal a excelente trajetória na temporada, com destaque para o título estadual, conquistado de forma categórica sobre o maior rival.
Para ampliar esse prestígio junto ao torcedor, o time de Júnior Rocha acaba de completar dois jogos na Copa do Brasil, com faturamento de R$ 4 milhões nas duas fases cumpridas e na conquista da vaga à 5ª fase.
O técnico tem um elenco mesclado de jogadores experientes e revelações da base, combinação que explica em boa parte o êxito do time nas competições disputadas. Jogadores mais rodados, como Edilson e Castro, se misturam a garotos, como Capixaba, Iarley, Hinkel e Klaivert.
Vem daí a força e o entusiasmo da equipe, cada dia mais confiante e destemida. É esse astral que o Papão vai levar ao torcedor da região da estrada, a partir da próxima terça-feira.
(Coluna publicada na edição do Bola de sábado/domingo, 21 e 22)
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