
O PowerPoint exibido pela GloboNews, emissora do grupo Globo, foi um primor de proteção a políticos do chamado Centrão e do grupo bolsonarista. Tarcísio de Freitas, Claudio Castro, Ibaneis Rocha, Campos Neto, Jair Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro não foram sequer citados, mas a edição fez questão de mostrar uma foto de Lula posicionado bem ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro e ainda encontrou espaço para mencionar o PT, sendo que o presidente da República e o partido não foram sequer citados nas denúncias envolvendo o banco Master.
A animação cita também o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o ex-ministro da Justiça do governo Lula, Ricardo Lewandowski, mas omite o envolvimento do filho do ministro Kássio Nunes, do STF, denunciado como beneficiário do esquema.
Um outro fato inusitado foi a inclusão de Gabriel Galipolo, atual presidente do Banco Central, e a omissão do nome de Roberto Campos Neto, que presidia o BC quando as irregularidades do Master foram consumadas, sob o governo de Jair Bolsonaro. Sob a gestão de Galipolo, no governo Lula, o caso foi investigado e apurado.

O PowerPoint de Andréa Sadi rivaliza em desfaçatez com o célebre PowerPoint exibido durante a Lava Jato pelo procurador Deltan Dallagnol, com o objetivo de incriminar Lula, que era perseguido pela chamada “república de Curitiba” e que acabou preso, sem provas, por quase dois anos. As denúncias contra Lula foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.
Como em 2018, as armas mais sórdidas começam a ser usadas no sentido de viabilizar uma candidatura presidencial de extrema-direita contra o projeto de reeleição do presidente Lula. Como naquela eleição, a mobilização envolve a elite financeira do país (Faria Lima e arredores) e velha mídia hegemônica, sob a liderança dos grupos Globo, Folha e Estadão.
Todos contra Lula, outra vez.
Deixe uma resposta