Por Roque Citadini, no X

A mídia corporativa está irritada porque o nome do ex-presidente do Banco Central está cada vez mais presente no escândalo Master/Lagoinha. Mesmo sem nenhum vazamento dos “jornalistas investigativos”, Roberto Campos Neto tem sido lembrado nesse imbróglio todo. Pudera. Tudo ocorreu em sua gestão.

O Master nasceu, cresceu, manobrou e enrolou tudo nos dias em que Roberto Campos Neto estava por lá, sentado na presidência e acompanhando tudo, provavelmente até “sem saber” que diretores de duas áreas relevantes do BC estavam abraçados com os donos do Master.

É difícil que nada soubesse, uma vez que o rumor no mercado era grande e alto.

Sem Roberto Campos Neto chegar à primeira linha da investigação, nada vai andar. Isso sem contar que a PF deve ter os olhos na tal Igreja Lagoinha, que mais fazia negócios do que orações.

É certo que, por opção ideológica e política, a mídia corporativa botou suas fichas de investigação em jantares de juízes, casamento de parentes de políticos ou encontros com bebidas por todo lado.

Tudo isso provoca escândalo, fofocas e tudo mais. Mas não foi aí que tocaram as fraudes do banco. E, nessa área, quem terá que explicar é a diretoria do BC, inclusive seu presidente.

Não adianta os jornalistas ficarem brabos. O escândalo do Master nasceu, cresceu e prosperou com Banco Central parado. Tudo mais foi usado como política do banco para ter amigos no Estado. Mas, sem a conduta omissa do BC, nenhum escândalo teríamos.

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