
POR GERSON NOGUEIRA
Remo e Fluminense não se enfrentam há 40 anos. A última vez foi em 1986, em jogo que terminou empatado em 1 a 1. Os tempos eram outros. Ao contrário da situação atual, os azulinos disputavam com assiduidade a primeira divisão nacional e jogar com o Flu não era novidade.
Agora, após a ausência de 32 anos da Série A, o Leão luta para se consolidar na elite e encara o confronto desta noite (19h) como grande oportunidade para subir na classificação. Com três pontos e ocupando a 17ª posição, pontuar em casa é missão obrigatória.
A entrada em cena de um novo técnico é outro fator de expectativa no Remo. Léo Condé, que comandou o Ceará na Série A 2025, caindo ao final, tem a responsabilidade de dar mais equilíbrio ao time, tornando-o mais competitivo, com qualidade ofensiva e segurança na zaga.
Sob a direção de Juan Carlos Osório, o Remo foi errático e instável, principalmente nas finalizações. Perdeu para o Vitória e obteve três empates (Mirassol, Atlético-MG e Inter), mostrando sinais positivos quanto à força de ataque, mas sempre muito vulnerável na defesa.
Na estreia de Condé, o Remo deve finalmente ter uma escalação normal, depois das excêntricas formações de Osório. O novo treinador costuma trabalhar com o 4-3-3 ou o 4-4-2, o que abre possibilidade de uma linha com João Lucas, Marllon, Klaus (Thalisson) e Sávio.
Para o meio-campo, improdutivo e dispersivo nos jogos finais do Parazão, tudo leva a crer na utilização de um quarteto: Patrick de Paula, Zé Ricardo, Leonel Picco e Vítor Bueno. No ataque, Alef Manga e João Pedro. As triangulações do Flu pelo meio, comandadas por Lucho Acosta, devem receber atenção especial da marcação remista.
O desdobramento do jogo deve permitir o aproveitamento de Yago Pikachu, Nico Ferreira, Diego Hernández e Jajá, todos rápidos e capazes de imprimir uma aceleração maior no 2º tempo.
O Remo tem a chance de abrir um novo ciclo na competição e, ao mesmo tempo, superar os traumas do insucesso no Parazão. E não poderia haver um adversário mais adequado: o Fluminense de Luis Zubeldía é um dos times mais fortes do Brasileiro, capaz de jogar bem tanto como mandante como visitante. (Foto: Raul Martins/Ascom CR)
Força do Flu de Zubeldía está na meia-cancha
No domingo (8), o Fluminense perdeu o título carioca para o Flamengo, nos pênaltis, e vem enfrentar o Remo em busca de uma vitória que melhore seu posicionamento no Brasileiro – ocupa a 6ª colocação, com 7 pontos.
Desde a chegada de Luis Zubeldía, o time se tornou mais sólido nas ações de ataque, a partir de uma linha de meio-campo formada por meias de grande habilidade, como Savarino e Acosta.
Na frente, destaque para os velozes Canobbio e John Kennedy. Nem a perda de Juan Árias fez o Fluminense se tornar menos agressivo. A base do último Brasileiro, quando o time terminou em 5º lugar, continua a funcionar e a garantir atuações bastante satisfatórias.
Papão dribla ressaca e elimina a Portuguesa
A ressaca pela conquista do título não causou problemas. O PSC voltou a campo ontem à noite e despachou a Portuguesa carioca por 3 a 1, em partida válida pela Copa do Brasil. Um tiro rasteiro de Caio Mello ainda no 1º tempo deu vantagem e tranquilizou o time, que andou se atrapalhando com os contra-ataques do adversário.

Mais eficiente na troca de passes, o Papão chegou ao segundo gol em lance de oportunismo de Kleiton Pego, atento ao rebote do goleiro após cobrança de falta. Marcinho ampliou logo depois, tranquilizando de vez o time. Edclei diminuiu para a Portuguesa, aos 44 minutos, com um belo chute.
Uma atuação segura, sem descuidos. Necessária e suficiente para fazer a equipe avançar na Copa do Brasil, aumentando o faturamento. O próximo confronto será com outra Portuguesa, a tradicional Lusa de S. Paulo. (Foto: Jorge Luís Totti/Ascom PSC)
Japiim perde feio e dá adeus à Copa do Brasil
Depois de perder a Copa Grão-Pará para o Capitão Poço, no último sábado (7), o Castanhal sofreu novo revés dentro de casa, ontem, caindo diante do Nova Iguaçu (RJ) em jogo válido pela 3ª fase da Copa do Brasil, no estádio Maximino Porpino. E foi um tombo feio. Com a torcida presente, o Japiim perdeu o jogo ainda no 1º tempo, tomando um 4 a 0 inesperado e acachapante.
Após o jogo, ainda atordoado, o técnico Guilherme Furtado falou muito, mas não encontrou palavras para justificar o vexame. Ao se despedir, fez questão de valorizar a caminhada do Castanhal na Copa do Brasil.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 12)
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