POR GERSON NOGUEIRA

O Remo foi protagonista nos primeiros dois terços da partida, quando marcou dois gols e impôs superioridade em boa parte do tempo. Pena que tenha falhado no setor defensivo, recuando excessivamente e permitindo ao Mirassol buscar o empate em dois lances originados de bola aérea. 

O início da partida mostrou um Remo vibrante e intenso. Destemido, o time pressionou desde os primeiros movimentos e chegou ao gol logo aos 7 minutos, em jogada de Diego Hernández, que teve um chute cruzado de Alef Manga e finalização de João Pedro no segundo pau, para delírio do Fenômeno Azul.

Aos poucos, o Mirassol foi tomando gosto pelo jogo e passou a reter mais a bola, tentando controlar os passos do Remo em campo. Apesar da posse, o Leão prevalecia, levando sempre perigo quando chegava à área adversária. Foi assim que, aos 38 minutos, Alef Manga acertou um chutaço após cobrança de lateral, fazendo 2 a 0 e dando a impressão de que o triunfo estava próximo.

Na etapa final, o Mirassol reforçou o meio-campo e trocou o comando do ataque. Saiu Carlos Eduardo para a entrada de Nathan Fogaça. Ao mesmo tempo, se beneficiou da perda de agressividade do Remo depois que o técnico Juan Carlos Osório trocou os três atacantes – Diego Hernández, João Pedro e Alef Manga -, jogadores com atuação destacada na construção do resultado inicial. 

Em dois lances, ambos iniciados em bolas paradas, o Mirassol chegou ao empate nos minutos finais, em falhas de marcação da zaga paraense. O resultado frustrou e irritou o torcedor, tirando do Remo a chance de se posicionar na zona intermediária da classificação da Série A. Outro resultado negativo para a conta pessoal do técnico Juan Carlos Osório. (Foto: Mauro Ângelo/Diário do Pará)

Maratona azulina: cinco jogos em 8 dias

Depois de entrar em campo contra o Mirassol, pela Série A, o Remo enfrenta o Águia de Marabá pela 3ª rodada do Campeonato Paraense, no Baenão, hoje (5). A maratona prossegue no domingo (8) com o clássico Re-Pa, no Mangueirão. Na próxima quarta-feira (11), o time de Juan Carlos Osório enfrenta o Atlético-MG, às 20h, na Arena MRV em Belo Horizonte; e, no dia 12, ainda sem horário marcado, vai a Castanhal encarar o Japiim. Uma maratona de cinco partidas em oito dias.

Para suportar essa rotina pesada, o Remo já utilizou 31 jogadores em quatro jogos desta temporada. Por força do pouco intervalo de tempo entre os jogos, Osório terá que manter o rodízio adotado em todos os jogos.

Um detalhe chama atenção: nas três diferentes competições que disputa no momento – Supercopa Grão-Pará, Campeonato Paraense e Brasileirão Série A –, o técnico colombiano ainda não apostou nas revelações da base: Kakaroto, Tico, Felipe, Rafael, João Victor e Marcos Alexandre.

Lusa quebra invencibilidade do Papão

Com um gol aos 48 minutos do 2º tempo, a Tuna se recuperou no Campeonato Paraense e quebrou a invencibilidade do PSC, um dos líderes da competição. O lance que decidiu a partida surgiu de uma falta do zagueiro Castro sobre o atacante Otávio. O pênalti foi marcado depois de revisão no VAR e o estreante Paulo Rangel converteu.

Ao longo dos 90 minutos, o confronto foi equilibrado, com a Tuna mostrando mais organização e intensidade no 1º tempo, desperdiçando duas boas chances. O PSC também pressionou, principalmente em lances puxados por Kleiton Pego pelo lado esquerdo e Ítalo, centralizado.

Na etapa final, o PSC começou melhor, criou situações de perigo para o goleiro Vinícius, mas errou muito nas finalizações. A Tuna explorava o contra-ataque e o jogo aéreo. E um cruzamento na área gerou a penalidade que assegurou a primeira vitória cruzmaltina no Parazão. 

Paulo Rangel, 41 anos, foi o carrasco da partida e garantiu a vitória tunante, depois de cinco anos de espera. 

Uma recepção com sabor paraense para Rony

Rony teve direito a uma recepção com pompa e circunstância no Santos, com a presença dos craques paraenses Geovani e Manoel Maria. Reforço contratado junto ao Atlético-MG, o ex-azulino optou pelo Peixe motivado pela chance de jogar ao lado de Neymar, de quem é fã.

Desde que deixou o Palmeiras, após conquistas importantes, Rony não conseguiu brilhar em alto nível. A rápida passagem pelo Galo foi aquém do esperado. Aos 32 anos, tem a grande oportunidade de retomar na Vila Belmiro os momentos de maior destaque na carreira.  

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 05)

Uma resposta a “Leão vacila e deixa escapar vitória”

  1. Avatar de marcosfonteles58
    marcosfonteles58

    Acho que o caminho escolhido pela gestão atual está correta. Não vale a pena fazer contratações fora da condição do Clube, para o campeonato paraense. Nosso foco é a Série “C”, onde temos de jogar pesado para ficar entre os 4 que sobem para a Série B. O paraense vai servir para separar o “joio do trigo”, ver quem do elenco, entre os de base e os “importados”, quais serão aproveitados para a disputa de série C. O atual elenco não pode ser cobrado por metas que não foi proposta para ele. O que espero é engajamento dos atletas e da comissão técnica, com apoio da gestão e da torcida. A torcida pode e deve cobrar, mais do que resultados o compromisso e vontade de ganhar. Caberia um esforço, sem loucuras, para trazer um jogador experiente, de qualidade, que desse tranquilidade ao elenco, um camisa 10 de fato. Nesse rumo podemos não ser campeões paraense, mas estaremos na disputa e, se bobearem a gente levanta mais um título. Os três primeiros jogos não fomos primorosos, sobrou afobação nos atletas, principalmente nos da base. A dificuldade em fundamentos básicos, como a subida para cabecear a bola (isso pode e deve ser motivo de treinamento). Mas, não faltou garra e vontade. Ganhamos os dois primeiros e perdemos o terceiro, contra a Tuna, em jogo que uma penalidade máxima, no mínimo discutível, nos levou a derrota. Vamos para cima. Eu acredito no Papão! José Marcos de Lima Araujo

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