E o herói veio do banco

POR GERSON NOGUEIRA

Em jogo difícil, com início complicado, mas que no final acabou resultando numa vitória importantíssima, que recoloca o PSC na zona de classificação do Brasileiro. O típico confronto em que o desempenho ficou abaixo do resultado. Ocorre que, em competição tão equilibrada e cada vez mais acirrada, vencer é o que conta. Darnlei foi o herói da noite, marcando o gol quando o time paraense começava a dar sinais de desespero.

No começo, o Volta Redonda mostrou-se até melhor distribuído em campo, bem organizado e levando perigo em duas pontadas com e em cobrança de falta muito bem executada pelo meia Pedrinho, que assustou passando perto da trave. O PSC foi pouco à frente, somente duas vezes levou perigo, com Serginho e Pipico.

Até que veio o momento mais polêmico do jogo. O árbitro cearense acabou assinalando uma penalidade inexistente. O lateral Patrick Brey caiu em lance inteiramente limpo, com o jogador do Volta Redonda acertando a bola e colocando para escanteio. Para surpresa de todos o penal foi confirmado. O atacante Marlon cobrou no canto esquerdo, marcando o gol de abertura da partida.

Só que ainda no primeiro tempo o Voltaço impôs pressão e dobrou presença no campo de defesa do PSC, percebendo a instabilidade no centro da zaga, provocada pelo zagueiro Bruno Leonardo. Insistiu tanto que o gol acabou nascendo de uma jogada inusitada. Bruno Leonardo se chocou com Patrick Brey e quem acabou se beneficiando foi o ataque do Volta Redonda. Bolt entrou livre e bateu sem defesa para o goleiro Thiago Coelho, empatando ainda na primeira etapa.

No segundo tempo, com algumas alterações na equipe e corrigindo principalmente a fragilidade do setor de marcação, onde só o volante Michael era de fato um volante de ofício, o técnico Márcio Fernandes conseguiu ajustar um pouco mais o setor criativo. Com isso, José Aldo, que tinha uma atuação bastante apagada, cresceu na partida tendo ao lado o volante Wesley.

O PSC começou a incomodar o setor de marcação do Voltaço. Criou um bom lance com Pipico, que bateu na rede pelo lado de fora, empolgando a torcida. Em seguida, em jogada até fortuita, o lateral Igor Carvalho entrou pelo lado direito e chutou em direção à área. No caminho, o atacante Danrlei, que havia substituído Pipico, desviou na saída do goleiro Dida.

O gol incendiou a Curuzu. O PSC conquistou a vantagem e tentou controlar o jogo, apesar da insistência do Volta Redonda, que alugou o campo de defesa bicolor na reta final e incomodou bastante. Foi um time mais presente no final e, de maneira geral, teve uma atuação melhor do que a do PSC considerando os dois tempos.

Só que o Papão foi mais objetivo e conseguiu manter a vitória. Persiste, porém, a dúvida sobre Danrlei: por que não entra jogando de cara, se exibe tanta volúpia e entrega? No centro do ataque, o PSC entrou com Marcelo Toscano, o problema é que a posição deveria ficar com um especialista como Danrlei. Quando ele entra, o time ganha um outro astral, pois se entrega bastante e coloca sempre a raça a serviço do time. E, acima de tudo, tem estrela.

Com a palavra, Márcio Fernandes.

Contra Ypiranga, instabilidade desafia o Remo

Mais do que o Ypiranga, adversário difícil e sempre muito centrado no jogo físico e nas bolas aéreas, o Remo tem pela frente um outro inimigo na partida desta noite, em Erechim-RS: vencer a sua própria instabilidade. As dificuldades que a equipe tem demonstrado nas partidas dentro ou fora de casa têm muito a ver com as mudanças de ritmo ao longo dos jogos, pois às vezes começa de maneira muito lenta, atraindo o adversário para o seu campo, mas sem a alternativa do contragolpe.

Sem jogo reativo, acaba aceitando o adversário pressionar, como contra o Brasil de Pelotas, e depois, quando busca ir ao ataque, o tempo já não permite que consiga chegar ao resultado esperado. No segundo tempo, apesar de evolução expressiva, não conseguiu chegar ao empate.

Este é um dos pontos mais questionados na campanha que o Remo tem nesta Série C. A dificuldade para conseguir fazer um jogo equilibrado, que consiga manter o mínimo de nivelamento na forma de atuar, mesmo como mandante. Em vários jogos em casa isso acabou se refletindo na maneira como permitiu que adversários criassem muito mais problemas do que o esperado.

Para hoje, Paulo Bonamigo não tem o zagueiro Daniel Felipe e o atacante Rodrigo Pimpão, que devem ser substituídos por Everton e Bruno Alves, Fernandinho ou Ronald.mento na forma de atuar, mesmo como mandante. Em vários jogos em casa isso acabou se refletindo na maneira como permitiu que adversários criassem muito mais problemas que o esperado.

Para hoje, Paulo Bonamigo não tem o zagueiro Daniel Felipe e o atacante Rodrigo Pimpão, que devem ser substituídos por Everton e Bruno Alves, Fernandinho ou Ronald.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 23)

2 comentários em “E o herói veio do banco

  1. Vamos ver se este time tirou alguma lição dos 02 jogos fora de casa, nos quais saíram com a derrota por jogar acuado.

  2. Remo sendo Remo. E a gangorra contínua. Fora Bonamigo ate o mister Robson Melo se sairia bem com o elenco que o Remo tem com excessao da zaga. Remo nao tem zagueiros de vdd.

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