Duelo reacende rivalidade

POR GERSON NOGUEIRA

Tuna e Remo jogam amanhã à tarde, no estádio do Souza, abrindo as semifinais do Campeonato Paraense. É um repeteco do cruzamento do ano passado. Naquela ocasião, a Lusa levou a melhor nas penalidades, após dois empates muito equilibrados. Na sequência, decidiu o título estadual com o PSC e acabou fracassando.

Vem daí o mote para ironias e zoações do torcedor nas redes sociais atribuindo à Tuna o papel de pedra no sapato do Remo em situações decisivas, com o adendo de que seria menos intensa nos duelos com o PSC. As gozações não têm amparo no histórico entre os times, mas torcedor têm suas próprias regras de avaliar forças em confronto.

Na parte que realmente importa, da força de cada equipe, a disputa desta semifinal é seguramente mais ajustada do que a de 2021. O time remista do ano passado era superior e tinha opções de banco. Estava em preparação para a Série B e chegou ao embate com a Tuna na condição de favorito.

Desta vez, o Remo não detém superioridade na comparação entre os times. O nivelamento é acentuado, as limitações também. Talvez a única vantagem azulina esteja no ataque, onde a dupla Brenner-Bruno Alves rendeu um pouco mais que Paulo Rangel-Fidélis, o duo titular da Tuna.

Apesar de Rangel e Bruno dividirem a ponta da artilharia, ambos com seis gols, as duplas têm desempenho desigual. A do Remo já assinalou 10 gols, enquanto a da Lusa chegou a sete.  

Nas últimas partidas, porém, os dois goleadores brilharam, mostrando que estão em fase ascendente na competição. Dependem, obviamente, do comportamento de todo o time. No Remo, o coletivo funcionou bem contra o Caeté e deu a Bruno Alves a chance de acertar o caminho do gol.

O mesmo ocorre na Tuna, onde Paulo Rangel precisa ser acionado pelos homens de meio-campo e que atuam pelos lados. Mais experiente do time, atuando de forma mais fixa, o camisa 9 consegue se destacar quando as jogadas são trabalhadas para ele.

Aspecto interessante desta semifinal é a reedição de uma rivalidade que andou adormecida por muitos anos. Com a eliminação imposta ao Remo no ano passado, dentro do Baenão, a Tuna voltou a se estabelecer como oponente digna de respeito. Que os dois confrontos confirmem isso. (Foto 1: Samara Miranda/Ascom Remo; foto 2: Junior Borges)

Azzurra eliminada: mau negócio para a Copa

Pela segunda vez consecutiva, a Itália não vai participar de uma Copa do Mundo. Foi assim em 2018, na Rússia, e agora. No jogo disputado ontem em Palermo, válido pela repescagem europeia, a Azzurra foi derrotada pela Macedônia do Norte por 1 a 0, gol marcado já nos acréscimos do segundo tempo. A imprensa, apaixonada como sempre, definiu assim o resultado: “desastre inacreditável”. E foi isso mesmo.

A partida foi disputada em clima de muito nervosismo. No primeiro tempo, apesar de dominar amplamente as ações, finalizando mais e quase não sendo atacado, o time italiano não conseguiu chegar ao gol. Com Berardi, Insigne e Immobile avançados, a Itália pressionava, criando inúmeras situações de área e dando muito trabalho ao goleiro da Macedônia.

Se a primeira etapa havia sido tensa, a segunda foi dramática. A situação não se alterou muito quanto ao domínio do jogo, mas os atacantes italianos exibiam muito nervosismo e se atrapalhavam na hora de definir.

Aos 47 minutos, veio o golpe fatal, com Trajkovski. Ele foi lançado na intermediária e bate colocado, para assombro e desespero da torcida italiana. Com a classificação, a Macedônia pega Portugal de CR7 na decisão da etapa de repescagem, na terça (29), às 15h45.

Criticado pela demora em mexer na equipe durante o confronto, o técnico Roberto Mancini, que conduziu a Azzurra ao título da última Eurocopa, utilizou três brasileiros naturalizados italianos – Jorginho, meia do Chelsea; Emerson, do Lyon; e João Pedro, do Cagliari.

A eliminação da Itália é extremamente ruim para a Copa do Qatar, que terá em ação uma penca de seleções inexpressivas e sem tradição. Dona de quatro conquistas mundiais, a Azzurra é a seleção que mais ameaça o Brasil em número de títulos. Portanto, ganhando ou perdendo, a Seleção Brasileira continuará absoluta na liderança.

Atitudes racistas atingem escala nunca vista

Um telejornal do Rio de Janeiro exibiu um vídeo da apresentação do volante Patrick de Paula – recém contratado junto ao Palmeiras – como se ele fosse um traficante vestindo a camisa do Botafogo. É racismo explícito, é abuso, é preconceito.

Até quanto tais afrontas à dignidade humana seguirão impunes? Pior ainda quando parte de uma emissora que é também concessão pública.

Primeiro Troféu Camisa 13 do ano é do Águia

Definidas as semifinais do Parazão, a melhor pontuação entre os clubes do interior pertence ao Águia de Marabá. Com isso, o clube reconquista, após 12 anos, o troféu Camisa 13/RBATV de campeão interiorano. A última conquista aguiana foi no Campeonato Paraense de 2010.

A entrega do TC-13 será na noite de 7 de abril em meio a uma grande festa reunindo atletas, dirigentes, autoridades, convidados e imprensa esportiva. Desde anteontem à noite, após a vitória do PSC sobre o Tapajós, a torcida marabaense comemora o feito.

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 25)

3 comentários em “Duelo reacende rivalidade

  1. QUE eu me lembre o último grande time tunante foi o de 1983, que conquistou o título paraense diante do Remo, de Dadinho e Duarte. Naquela época, a Tuna contava com um timaço. Quaresma, Mariolino, Belterra, Jorginho, Tiago, Miltão, Luís Carlos, entre outros craques, compunham a equipe cruzmaltina.
    O Remo vinha numa boa campanha até que a direção do PSC lançou um protesto alegando irregularidade na documentação de Rui Curuçá, fazendo jogo em que o Remo venceu por 2 a 0 a equipe bicolor ser anulado.
    Na final, em 19 de dezembro, a Tuna ganhou do Remo de 2 a 1, sem o seu principal nome de ataque, o artilheiro Miltão, frustrando a imensa torcida azulina presente no “Bandolão”.
    Em 1988, a Tuna (Ondino, Cabinho, Ageu Sabiá…) sagrou-se novamente campeã, porém sem o mesmo brilho, pois o título foi conquistado no tapetão, devido a protestos do PSC.
    Depois disso, virou “geladeira”.
    Tenho a opinião de que se a Tuna, como no ano passado, conseguir barrar o Remo, o PSC pode se considerar campeão.

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      1. A Tuna pode até ter futebol para ganhar de Remo e Paysandu, mas há sempre os “mistérios”: um lance irregular, um penal não marcado, uma expulsão injusta, o cronômetro… Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem.

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