Os desafios do 1º clássico

POR GERSON NOGUEIRA

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Tuna e PSC fazem hoje o confronto inicial entre dois dos mais tradicionais clubes do Estado. Um clássico importante para o campeonato. No ano passado, ambos decidiram o título, com triunfo bicolor, mas as equipes estão completamente modificadas em relação a 2021.

O Papão reformulou completamente o elenco, a Tuna um pouco menos. As ambições são semelhantes. Ambos são candidatos ao título, mas é fato que o atual bicampeão estadual investiu mais – ao todo, foram 18 novos atletas trazidos para reforçar o time. A Lusa contratou oito.

Até no comando técnico, os dois lados têm caras novas. O experiente Márcio Fernandes é o treinador que o PSC contratou para tentar ganhar o tricampeonato paraense e conquistar o acesso à Série B. Emerson Almeida, novato ainda, substitui Robson Melo.

Mas no duelo entre cruzmaltinos e bicolores quem chama atenção é uma figura que provavelmente nem vai entrar de cara na partida: Danrlei, legítimo centroavante-centroavante, autor do terceiro gol do PSC contra o Bragantino, em sensacional arrancada.

Aí entra em cena uma situação estranha. Danrlei, melhor atacante do elenco neste começo de temporada, aclamado pela torcida, segue como suplente de luxo para o ataque. Pelo andar da carruagem, só vai entrar em campo nos minutos finais, como aconteceu ao longo de 2021.

Às vezes, mesmo em tempo reduzido, ele consegue fazer sua parte, como na quarta-feira, mas é sempre muito mais difícil brigar pela titularidade jogando 15 ou 20 minutos por partida. A tendência é que Márcio Fernandes, pelo menos por ora, prefira prestigiar o veterano Henan, um dos nomes mais badalados da safra de contratações.

Das arquibancadas começa a vir um clamor pela escalação do centroavante nascido em Baião. Por enquanto, a cobrança ainda é discreta, mas tende a se avolumar nas próximas rodadas. Ágil e brigador dentro da área, Danrlei se movimenta muito e não dá folga aos zagueiros.

Diante do que se viu no primeiro jogo, já há quem pergunte – como George Carvalho, leitor da coluna – quem será o Grampola da temporada, obviamente se referindo a Henan e Marcelo Toscano. O clássico com a Tuna pode responder a essa dúvida ou ajudar a desfazer as desconfianças em relação aos dois atacantes recém-chegados.

Sob desconfiança, Leão busca a segunda vitória

Depois da estreia vitoriosa, mas pouco empolgante, o Remo enfrenta o Paragominas neste domingo, na Arena Verde. A expectativa da torcida está focada no funcionamento do ataque, que se mostrou pouco agudo contra o Amazônia Independente. O recém-contratado Brenner entrou e marcou o gol da vitória, mas a produção do setor ficou aquém do esperado.

Pelo estilo do técnico Paulo Bonamigo, não deve haver mudança na escalação. Bruno Alves e Ronald seguem acompanhando Brenner na frente. O meio-campo vai de Uchoa, Pingo e Erick Flores, mas as hesitações criativas não podem se repetir. Os problemas do ataque tiveram muito a ver com a lentidão das ações no meio.

A torcida, que vaiou o time à saída de campo na quinta-feira, ficou ainda mais preocupada com o rendimento de jogadores utilizados na segunda etapa. O time caiu muito de produção quando Luan, Mafra e Veraldo entraram na partida, substituindo Ronald, Brenner e Bruno Alves.

Contra o Paragominas, todos passam a conviver com a pressão por um desempenho melhor. Exigente, a torcida azulina não se conforma com futebol pragmático. Vai cobrar vitória e jogo de qualidade.

Bola na Torre

Giuseppe Tommaso apresenta o programa neste domingo, a partir das 20h, na tela da RBATV. Participações de Valmir Rodrigues e deste escriba de Baião. Em pauta, as primeiras rodadas do Parazão 2022.

Faturamento e gastança em tempos de pandemia

A poucos dias do fechamento da janela de transferências dos mais ricos campeonatos nacionais da Europa, o mercado da bola de janeiro de 2022 já movimentou mais grana do que em janeiro de 2021. Segundo o Transfermarkt, site especializado no comércio de jogadores, compras e empréstimos geraram a fabulosa soma de 585 milhões de euros (R$ 3,6 bilhões) nos últimos 29 dias, 16,7% a mais que no mesmo período do ano passado.

É preciso considerar que a temporada 2021 foi muito afetada pela pandemia e registrou o pior resultado desde 2010. Apesar da recuperação, o setor ainda está longe do aquecimento tinha antes do novo coronavírus. Em 2019, por exemplo, a última janela de janeiro teve 1,4 bilhão de euros (R$ 8,7 bilhões) em negócios.

Como de praxe, o fortíssimo Campeonato Inglês foi o que mais movimentou dinheiro em transferências de atletas: 144,3 milhões de euros (R$ 896,9 milhões), mais do que o dobro apresentado por qualquer outra liga. A Série A do Brasileiro vem na 7ª posição desse ranking, com investimento de 22 milhões de euros (R$ 136,7 milhões).

O detalhe é que, fora da Europa, apenas a MLS (Major League Soccer norte-americana) gastou mais dinheiro com novos jogadores. No Brasil, o clube que mais movimentou dinheiro foi o emergente Red Bull Bragantino, que também ocupa honrosa 10ª colocação na lista global dos clubes que mais investiram nesta janela. O Grêmio, rebaixado para a Série B, foi o 10º clube que mais faturou com venda de jogadores em todo o planeta.

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 30)

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