Basquete – um triste final sendo preparado

Por José Marcos Araújo (Marcão Fonteles)

Acostumado aos jogos de basquetebol do passado, onde atletas como Edyr Goes, Guy Peixoto, Manoel Acácio – Maneca, Nelson Maués, Apio Star, Zé Fonteles, Ronald Estevão Lobato, Zamba, Euclides, Caetano, Bené, Sérgio Paiva, Cabeça, Seráfico, Nelson Chaves, Sérgio Solano ou Sálvio Albertino Miranda faziam a alegria das torcidas, principalmente de Paysandu e Remo, com 37 e 28 títulos, respetivamente, além de raras exceções, como Assembleia Paraense (6 títulos), Bancrévea (1 título) e Clube Esportivo Universitário (1 título).

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Tivemos neste 2021 uma disputa do campeonato muito empolgante. A competição decidida apenas entre os dois maiores do Pará, viu o Remo parecer que viria para quebrar a hegemonia do Paysandu. Em um sistema onde os times jogavam até 7 jogos, onde o que vencesse a quarta partida levaria o título, o Remo arranca na frente, vence os dois primeiros jogos, por:
1º – 54 x 64 – Moura Carvalho
2º – 57 x 67 – Serra Freire
O Paysandu vence o terceiro, por 3º – 77 x 44 – Moura Carvalho.
O Remo volta a vencer por 4º – 77 x 79 – Serra Freire. Com isso o time azulino fica a uma vitória do título.
Mas, a equipe do Paysandu mostra porque detém a hegemonia do basquete paraense, vencendo as 3 próximas partidas, por:
5º – 80 x 74 – Moura Carvalho
6º – 65 x 59 – Serra Freire
7º – 70 x 67 – UEPA
Com isso o Papão leva seu 37º título de campeão paraense, e o tricampeonato iniciado em 2018.

Nessa disputa, emocionante pela marcha dos resultados, porém há que se concluir que as duas equipes, verdadeiros exércitos de legião estrangeira, onde não vê praticamente nenhum atleta paraense ou da base dos clubes, um fato que, mais dia , menos dia, acabará por “matar” a modalidade tradicional do esporte paraense.
A falta de investimento no bola ao cesto, a falta de aproveitamento dos atletas de base, feito em casa, leva a uma não identificação do clube e das torcidas com os que vêm aqui, em final de temporada nos locais de origem, para faturar um troco. Essa situação tem um custo e o custo será a morte do basquete paraense.
Há que se ter um pouco de inteligência e respeito com a história da modalidade, se buscar uma alternativa que a preserve, que garanta e exija uma presença de atletas locais, da base, para a disputa dos campeonatos, inclusive em formato que possa ser chamado por este nome.
Por hora, parabéns ao Paysandu, pelo título alcançado, seguindo na esperança de mudanças na condução do esporte no Pará.

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